5 coisas que você deve fazer pelo seu filho e que farão bem

1. Dizer NÃO
Por mais óbvio que isso possa parecer, eu sou a prova viva que dizer “não”, nem sempre é a coisa mais fácil do mundo.
Especialmente quando aqueles pequenos olhos brilham pedindo por algo, ou até mesmo, quando estamos fartas do escândalo no mercado por algo que querem levar.
A dor de uma frustração é necessária para um bom desenvolvimento. O benefício a longo prazo é essencial. Afinal, já está provado e comprovado que os limites são cruciais para criarmos adultos responsáveis.
Mais importante que dizer NÃO uma vez, é manter a palavra na segunda (e na terceira, e por aí vai). É algo que não pode ser vencido na insistência, pois assim, a criança viverá com a impressão que basta pressionar, que tudo sairá do jeito dela.
Seja sempre firme e coerente.
A melhor maneira de deixar a negativa menos “traumática” é explicar o porquê.
As crianças precisam entender além do simples fato de não poderem ter, ou fazer, ou qualquer outra coisa. Elas precisam absorver a causa. Isso as torna mais seletivas e diminuiu o canseira que é ter um filho que “quer tudo”.
Ps: Se a vontade for muito grande por algo, -como por exemplo: A criança quer porque quer um doce na prateleira do mercado.- Depois de explicar o motivo do “não”, tente distraí-la. Leve-a para ver as fotos dos cachorrinhos nas rações, ou qualquer outra coisa que tire do foco o produto desejado.
Não compensa começar a tratar a criança mal, na expectativa que uma careta resolva. Eles estão aprendendo, e esta é só mais uma lição. Lembre-se disso.
2. Deixe-o perder também
Sabe aquela emoção em ver o filho feliz porque ganhou algo? (agora estamos falando de jogos, brincadeiras e etc). Isso não pode ser definitivo.
Hora ou outra seu filho passará pela frustração que é perder. E é melhor que ele aprenda a lidar com isso com você, do que com os outros.
Você não precisa facilitar a jogada sempre. Vez ou outra, ganhe. E ensine-o que perder também faz parte do jogo.
Cometer erros faz parte do processo e ele precisa aprender a não se sentir menosprezado por isso. Aprendendo a perder, ele saberá que ganhar, também, não o torna imbatível.
Afinal, nada pior do que aquelas pessoas que dão show quando perdem e ficam insuportáveis quando ganham, né?
Pois é. Isso pode ser evitado desde cedo.
3. Não diminua seus sentimentos
A gente precisa entender que um filho também pode sentir-se triste, irritado, ou até mesmo infeliz. Falar que eles devem parar com isso, é uma péssima maneira de ensiná-los a enfrentar seus próprios sentimentos.
Quem é feliz 24h por dia?
Eu não sou e tenho certeza que você também não. Por que as crianças deveriam ser?
Por isso é essencial ter muita paciência e muito cuidado na hora de pedir para a criança simplesmente “parar com aquilo”.
É importante que ela tenha estes sentimentos e aprenda a lidar com eles.
Se ela apresentar sinais de tristeza, procure entender o motivo e tente ajudar. Dê a ela um momento sozinha para que ela possa absorver o que sente, e só assim, poderá tentar reverter a situação.
Se a criança entender que não pode ficar triste, ou sentir-se irritada com algo, a tendência é que ela comece a guardar para si estes sentimentos. Isso pode torná-la ou explosiva demais (do tipo que guarda sentimento aqui, guarda sentimento lá e uma hora simplesmente estoura), ou reservada demais (daquele modo excessivo, que não vai confiar em ninguém e etc etc).
E claro, nunca diminua a felicidade de uma criança. Deixe-a celebrar o que ha de bom sempre.
4. Permita-lhe SER criança
Não é simplesmente colocar os brinquedos na sala e deixá-la brincar.
E os pés na lama? E aquele banho de mangueira? Aquela cara lambuzada de comida?
É importante que as crianças tenham liberdade para lidar com as coisas não tão “perfeitinhas”.
Além de auxiliar na imunidade, isso a ensinará a dar valor as coisas simples da vida.
Outra questão relevante são as roupas. A criança deve estar sempre confortável. É claro que a gente quer colocar aquela calça jeans, aquela camisa bonita e etc., mas essa necessidade não pode ultrapassar o bem-estar do filho. Quando ele crescer, já terá regras suficientes de etiquetas de vestimentas. Mas enquanto ele é criança, deixe-o ser.
5. Dê a ele um bichinho
Eu sei que quando falamos “bichinho” a primeira coisa que pensamos é “cachorro ou gato”. Mas não é isso. É claro que se você tiver condições e quiser que seja uma destas opções, ótimo. Mas até mesmo um peixinho se enquadra no que quero dizer. (e vou pegá-lo como exemplo)
Quando uma criança tem a oportunidade de conviver com algum bicho, além do benefício do contato diário com outro ser vivo, entra também o desenvolvimento de responsabilidades.
Aqui em casa, demos um peixinho para a Bellinha. Todos os dias a lembramos que ele precisa de comida, e ela o alimenta. Já virou rotina a ponto DELA chegar em casa e lembrar que ele precisa comer.
Eu acho isso super importante pois vejo o quanto ela se tornou cuidadosa com ele. E também, a maneira que ela aprendeu a importar-se com o bichinho, é encantador.
Obs: Se os pais não querem ter um bicho, nem um filho deverá ser motivo para tê-lo. Porque sabemos que no fim das contas, a parte complicada sempre sobra para nós. Então, se você não está com disposição para cuidar de mais um ser vivo, não tenha. Procure dar outras responsabilidades para a criança, do tipo que virem rotina.
A ideia do bichinho é justamente para alegrar a casa. Se você sentir que terá o efeito oposto, espere mais, ok?
 largewew
Ah, lembrando que essa postagem não foi feita por nenhuma psicóloga nem nada do tipo.
Apenas uma mãe que procura absorver as lições da maternidade de uma forma mais leve, e gosta de compartilhar de tudo um pouco! 🙂
Um beijo,

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