Maternidade, Textos Gravidicas

A íncrível necessidade que temos de nos atacar

 
 

Hoje eu vim falar um pouco mais sobre palpiteiros de plantão.

Esse assunto poderia estar até meio “batido” em meio a tantas discussões importante quando vamos falar sobre maternidade, mas infelizmente, ainda temos que lidar com palavras e atitudes que ferem qualquer um.
 
Quem aqui já teve que lidar com comentários maldosos, com gente se metendo na criação dos seus filhos, ou pior: Já teve que presenciar intromissões na rotina que você PEDIU para que não acontecessem?
 
Eu não faço ideia do que faz as pessoas se sentirem melhores que as outras.
Compreendo que quando vivenciamos a maternidade, nos envolvemos tanto no instinto materno que hora ou outra nos pegamos prestes a “palpitar” algo para outra mãe.
Principalmente aqueles palpites que colocam em dúvida nossa eficiência como “mães”.
Exemplo: Nossa, você ainda amamenta? (Com aquela entonação que dá entender que você tá fazendo a coisa mais macabra do planeta).
Ou até: Tadinha de você, não conseguiu amamentar? (Com aquele jeitinho de: eu acho que você nem tentou direito, viu?
 
NÃO SEJA ESSE TIPO DE GENTE.
 
Diga apenas o necessário e de forma clara.
Não sabe se é útil ou não seu palpite? Então pense: Eu gostaria que dissessem isso pra mim? Sim: ok, pode falar. Não gostaria: Deixe quieto.
 
É importante lembrar o quanto a maternidade nos intensifica: Todas as emoções e sentimentos são interpretadas da maneira mais dramática possível. (São os hormônios, ou a nova perspectiva de vida ou sei lá…)
Por isso é preciso ter mais compaixão.
 
Eu não sei qual a necessidade real de ver tantas mães se atacando (e eu não digo somente na internet: as vezes até a NOSSA própria mãe se atém a uma “liberdade imaginária” de que ela sabe muito mais que você – ok, ela te criou. E aposto que você não é perfeita!). Eu não sei no que isso influencia tanto em sua própria rotina de mãe, porque, não me lembro da minha filha ter se tornado uma pessoa melhor só porque julguei a filha da vizinha, por exemplo.
 
As pessoas deveriam pensar que: para cada olhada que se dá para o filho do outro, seu filho está ali também.
Uma teoria de mundo perfeito seria: para toda hora que uma mãe sentisse vontade de atingir outra, ela trocasse essa atitude por uma conversa ou uma brincadeira com seu próprio filho.
O resultado seria de menos gente magoada e filhos mais acolhidos.
Porque é só isso que importa: seu próprio filho e só.
 
Se seu palpite para outra mãe não for qual farmácia a fralda está em promoção, atente-se ao que vai dizer.
Só quem ouve sabe o quanto uma simples frase pode destruir um dia que tinha tudo pra ser cheio de sorrisos. Vamos evitar isso.
Vamos criar uma realidade materna mais acolhedora e ativa: Vamos nos unir.
 
Somos mães dos nossos próprios filhos, apenas.
Deixem que os pais criem da forma que acreditam e querem.
Cada um lida com um serzinho de personalidade, gostos e dia a dia diferentes.
Se o amor é a base do lar em que se vive, esta é a única coisa que importa.
O restante é individual.
 
Não coloque em dúvida a capacidade que as pessoas têm de serem pais.
Já vi excelentes mães aos 15, e muitas mães que abandonam os filhos aos 30 e poucos anos.
Nós nunca saberemos…
 
Por isso, precisamos nos magoar menos e viver mais.
Aposto que, assim como eu, você tem uma criança linda para criar e fazer feliz.
 
Vamos falar quase nada, e ouvir o que for necessário…
 
A maternidade é linda e precisa ser vivida e sentida individualmente.
Minha mãe não é como minha vó, e eu não sou como minha mãe…
Pois sempre ha aquele ponto a melhorar que praticaremos com nossos filhos.
Então, a diversidade nos define… Graças a Deus.
 
 

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