Aluninha de dois anos – Como escolhemos a escolinha e como foi o primeiro trimestre

escola

Segundo a Lei nº 12.796, todas as crianças a partir de 4 anos devem estar na escola. Mas isso não quer dizer que seja SÓ a partir de 4 anos.

Muitos pais não têm outra opção, a não ser colocar os filhos ainda mais cedo. Especialmente hoje, com a mulher cada vez mais inserida no mercado de trabalho, as creches ou escolinhas têm cada vez mais bebês a partir de 4 meses (que o tempo que as mães ficam em licença maternidade) já frequentando e fazendo parte das “turminhas”.

Como sei que esse é um assunto muito comum dentro da casa de muita gente, eu resolvi contar a nossa experiência 🙂

Bom, por aqui as coisas foram um pouco diferentes. Embora eu tenha voltado a trabalhar quando a Bellinha tinha apenas 4 meses e meio, eu tive a sorte de poder deixá-la com a vovó paterna (que é uma segunda mãezona pra ela, e pra mim também). Os contras para colocá-la em uma escolinha naquela época eram muitos, como:

1. Tempo de vida
Eu a considerava muito pequena e indefesa para acabar ficando com algum desconhecido. Na minha cabeça, enquanto a criança não sabe se expressar direito sobre como foi o tempo longe da mãe, eu jamais ficaria tranquila pois não saberia exatamente como as coisas funcionavam.

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Dias antes da mamãe precisar voltar a trabalhar

2. Valores
Não estávamos na melhor condição financeira para poder arcar com os custos de uma escolinha.

3. Saúde
Eu já tinha pavor das “doenças da escola” que tanta gente me alertou. E como a baixinha herdou a bronquite da mãe, as doenças respiratórias me apavoravam ainda mais. Fora as famosas “viroses”… Então enquanto eu pudesse adiá-las, eu adiaria.

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Um dia daqueles…

Somando esses três itens do contra, mais o super PRÓ que era ter a minha sogra disposta a cuidar da minha baixinha, nós postergamos sua ida à escolinha enquanto pudemos.

Ao contrário do que muito pensam, mesmo sendo criada com apego (muito colo, dengo e alguns mimos extras), a Bellinha já demonstrava sinais de independencia e de que queria ter contato com outras crianças pouco antes de completar dois anos.
Aquela coisa de ver outro serzinho do mesmo tamanho e já sair gritando “MIGUINHA” me fez pensar que talvez fizesse bem para ela ser inserida em uma turminha. Então, juntei o momento financeiramente favorável, com os sinais que estava presenciando e saímos em busca do lugar.

Isso tudo aconteceu no final do ano passado, e o processo não foi fácil: Eu não queria colocá-la em qualquer escolinha. Precisava ser uma boa, que acrescentasse de verdade.

Pesquisa aqui, pesquisa ali, considerei a que mais me chamou a atenção por ter vários pontos a favor. E no dia em que completava 2 anos e meio, a Bellinha usou seu primeiro uniforme.

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Primeiro dia de aula!

Pontos que considerei a favor para a escolha da escolinha:

Atividades:
Eu não queria aquela coisa de só ficar dentro da sala de aula pintando com os dedinhos. A Bellinha sempre gostou de dançar e aprender coisas novas, então foi excelente quando vimos que ela teria balé (o tão sonhado), natação, aula de “educação física” (coloquei entre aspas pois não é assim que eles chamam… São atividades com bola, brinquedos, que são feitas no ginásio do colégio, para trabalhar a coordenação motora dos pequenos), e até mesmo ensino religioso (maior parte da minha vida estudei em colégio Adventista – mesmo não sendo – e gostei muito.

Ambiente escolar
Isso vai desde o número de alunos em sala de aula: que eu preferia que não fossem muitos pois sei que nessa idade as crianças são super carentes de atenção exclusiva, até o estilo da sala: tamanho, disposição dos móveis, itens acessíveis (brinquedos, água, mesas e cadeiras confortáveis)

Boa reputação
Claro que rolou uma pesquisa sobre a reputação da escola: Pais satisfeitos? Alunos felizes? Sim para os dois, então, perfeito.

Método de ensino
Porque nem só de tinta guache vive uma criança de dois anos! Mesmo que a Bellinha tenha iniciado já desfraldada e sem chupeta, existem outros detalhes que precisam ser reforçados (REFORÇADOS! Aprende em casa / Reforça na escola) como os modos de educação, o convívio com outras crianças e etc. E também, outros pontos a serem ensinados: cores primárias, formas, números, mas sempre de forma divertida e sem aquela obrigação de sair do nível III já contando até 10 e sabendo falar o nome de todos os bichos do zoológico. Ao meu ver, nessa idade aprende-se brincando, e era isso que eu procurava.

Primeiros dias
Confesso que eu estava mais ansiosa do que ela, mas de qualquer forma, já fiz uma preparação psicológica semanas antes. Toda vez que passava na frente da escola eu mostrava e tentava despertar nela a curiosidade de como seria. A tática funcionou, porque chegou no primeiro dia e ela estava tão empolgada que mal olhou para trás.
E surpreendentemente, passou a tarde bem (ela fica meio período somente). E assim seguiu no dia seguinte, e na semana seguinte. Já se passaram mais de três meses e a felicidade de ir é a mesma. Quase nem acredito que já se passaram 100 dias desde o primeiro dia de aula!

Desenvolvimento em um trimestre

  • Começando pelas musiquinhas maravilhosas que ela fica cantarolando dia e noite: São tantas canções que eu quase me perco, mas é muito bonitinho ver como ela tenta lembrar de todas, e adora fazer um karaokê com elas. Desde o “meu lanchinho” até música para formar fila indiana, é bem perceptível que a escola procura entreter os alunos mirins de uma forma super divertida.
  • Tem também a paixão que ela pegou por livros e como ela tenta me contar as historinhas sempre começando com “MARA A UMA VEZ” (sim, tudo confuso mesmo AHAHAHA).
  • Desde sempre nós a ensinamos sobre organização, mas percebi que ela ficou muito mais afiada nesse quesito. Agora ordena os livros, os bichinhos, as bolinhas… E também aproveita para brincar de contar (até 10) e arrisca quais são as cores de cada coisa que está guardando no lugar (nem sempre no lugar certo, mas em algum lugar)
  • Pegou um gosto absurdo por desenhar também, além de estar mais concentrada nas atividades que proponho para fazermos em casa.13221465_1057889684282489_4559125887060961269_n

Confesso que só tenho visto pontos positivos e uma evolução linda da minha baixinha, sem parecer nada forçado, especialmente porque vejo que ela acha tudo divertido.

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Ah, pensando bem, tem um ponto negativo sim: Como ela tem ficado mais entretida e brinca bastante durante o dia, eu mal chego do trabalho (por volta das 20:00) e ela já dorme no carro… Acorda no dia seguinte depois das 7:00 e por isso quase não consigo aproveitar a baixinha durante a semana. Acho que é por isso que desde então, nossos finais de semana têm sido puro grude! 🙂

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Desmaiada!

E por aí? A transição para a escolinha já aconteceu? Têm gostado do resultado?

Um beijo

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5 Replies to “Aluninha de dois anos – Como escolhemos a escolinha e como foi o primeiro trimestre

  1. Aiii que delicia esse processo todo né? eu imagino que seja na verdade hahahaha. A primeira vez da criança em uma escolinha é um momento pra guardar pra sempre. Otimas dicas Ste. E quanta fofura da Bellinha genteeeee, cada dia mais da vontade de apertarrr hahahaha Beeeijo pras duas.

  2. Meu sobrinho foi pra creche SUPER e a ‘doençeira’ começou logo mesmo. Percebi que ele começou a falar e interagir muito cedo, provavelmente porque era muito estimulado na creche.
    Tem vários pontos positivos mesmo.. ele canta tudo, fala tudo e é super inteligente.
    Mas os negativos também existem né.. hahaha
    Mas a Bellinha é um arraso! Fofa demais <3

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