Amamentação, Saúde e Alimentação

Amamentar: do verbo AMAR

Finalmente tô aqui pra escrever sobre a coisa mais deliciosa do MUNDO: Amamentação.

Confesso que durante a gravidez, eu não tinha ideia de como isso seria. Sem contar que esse era meu maior medo. Afinal, era a única coisa que eu nunca havia feito na vida (trocar fraldas, fazer dormir e etc, eu já havia treinado com os bebês dos outros rsrsrs).
Mas mesmo assim, não encanei.

Todo mundo me dava “dicas”: Esfregar os bicos dos seios com bucha ; Passar óleo nos bicos; Massagear ; Estimular a descida do colostro e etc.

Não fiz nada disso… Na verdade, pra não dizer que não fiz nada com relação a amamentação, eu fui até a farmácia e comprei a concha de amamentação (SUPER INDICO), e também o “tira-leite-nariz-de-palhaço” (Indico, mas depende muito do caso), bem no dia que a Bellinha nasceu (foi sem querer essa coincidência toda).

Eu não tive colostro antes dela nascer (algumas mães tem desde a 25ª semana de gravidez – o que não é regra -), eu não tive exemplos familiares de amamentação (como diz minha mãe: antigamente não era assim), eu não tive instruções… Na verdade, a única coisa que eu tinha, eram motivos pra não insistir.

Mas, enquanto eu estava grávida, duas pessoas me inspiraram (acho que elas nem sabem disso) sobre o assunto. Uma delas é uma amiga dos tempos de colégio (Má Brasil, é você sim!). Ela ganhou neném em dezembro, dez dias antes de eu DESCOBRIR que estava grávida. Como havia acompanhado a gravidez dela, ela retribuiu acompanhando a minha. E sempre trocando informações e tudo mais, fui aprendendo um pouco sobre tudo (Ela é a favor do Aleitamento Materno Exclusivo nos 6 primeiros meses, a favor da Livre Demanda, a favor da criação com apego… Enfim, tamo junto! rsrsrs).
Outra, é a minha cunhada. Não teve neuras, nem deu ouvidos aos outros… Se mostrou uma mãezona colocando os peitos pra fora sempre que preciso, só pra amamentar em livre demanda!
(Gente, e contar que eu fui daquelas sem-noção… Dei conselhos pras duas que até me envergonho… Ai ai… Vivendo e aprendendo)

Bom… Dá vontade de escrever detalhe por detalhe de como foi e como é a amamentação na minha vida, mas deixando de lado meu egocentrismo, decidi separar para vocês, por tópicos, informações importantes sobre essa DÁDIVA.

 

Vamos lá… Primeiro tópico, pra entender melhor:

  • Você sabia que, segundo indicações da Organização Mundial de Saúde, o Aleitamento Materno deve ser EXCLUSIVO até os 6 meses, e continuado até os 2 anos?
    Isso quer dizer que: Nada de chás, água, suquinhos e etc antes dos 6 meses, e que SIM, o leite materno continua trazendo benefícios mesmo depois de um ano (adoram dizer que o leite “perde as propriedades”… SQN!)
  • O bebê deve mamar em livre demanda (ou seja, a hora que ele quiser, e o quanto ele quiser). Você não deve, em hipótese alguma, impor uma “rotina de mamadas”. Até porque, o leite não é só a “comida”, é a bebida, é um carinho, é segurança.
  • Os bebês tem uma enorme necessidade de sugar. Por isso, no início, passam hoooras grudados no peito, e mesmo assim, às vezes choram quando o tiramos de perto. Não é que seu leite esteja fraco, é que o bebê precisa (e MUITO) ficar coladinho com você, e de quebra, fazendo o movimento de sucção. Quer combinação melhor pra essas necessidades? A amamentação envolve tudo isso.
  • O leite materno tem fases: As primeiras “jorradas” são mais aguadas, e depois, vem o “leite gorduroso” (que é o que engorda o baby). Por isso, não imponha tempo máximo para o bebê mamar. Se você fizer isso, pode correr o risco de o seu bebê mamar apenas o aguado, e por isso, pode não ocorrer ganho de peso. E consequentemente, ele também pode chorar mais e ficar mais nervoso, afinal, o aguadinho só estufa, mas não sacia a fome. Por isso, digo e repito: LIVRE DEMANDA SEMPRE!
  • O leite materno é 70% água. Por isso: NÃO, seu bebê não vai morrer de sede! SIM, é só disso que ele precisa mesmo no calor.

Coisas que ninguém te conta

  • Seu leite começa a ser produzido assim que o bebê nasce. Nos primeiros dias, o que vem é o colostro. É super normal e suficiente para saciar seu bebê.
    Muitas mães desistem da amamentação porque o bebê passa horas grudado no peito, e chora quando é tirado de lá. A primeira coisa que vem na cabeça é: “Meu leite não sustenta, meu bebê está com fome”. Mas acontece que (como eu já falei acima) o peito da mãe é o aconchego para o bebê. Depois de sair do quentinho, ali é o lugar que ele se sente protegido. Por isso eles simplesmente GRUDAM em nós e choram com a separação. Amamente e acolha sempre que for preciso. Seu bebê não vai ficar mal acostumado com isso (ACREDITE!).
  • Amamentar vai custar seu sangue: Sim, dói. Na maioria das vezes sangra, racha, fica em carne viva.
  • Os primeiros dias são de chorar. Mas calma: tem solução!
    Você pode aliviar as dores com pomadas específicas (Dersani, Lansinoh, entre outras), mas o melhor cicatrizante de todos é seu próprio leite! (Sim, é máágico!!!!!) ~depois de passar o leite nos bicos, deixe-os “tomar um ar”. Ah, o sol também é um bendito cicatrizante.
    Você também pode aliviar a sensação dolorosa usando as conchas da Amamente (Tem nas Farmácias Nissei – Custa uns R$ 37,00 e valem cada centavo). Com as conchas o bico do peito não fica “roçando” no sutiã (o que já ajuda MUITO), e também te salva de ter a blusa toda molhada de leite por causa dos “vazamentos”.
  • Os primeiros dias parecem que você tá pagando seus pecados de tanta dor. E parece que o bebê quer mamar sempre no seio que tá mais machucado. rsrsrsrs
    São dores que te fazem pensar em desistir mesmo, mas a persistência te trará resultados maravilhosos. Por isso: GARRA, AMIGA!
  • O que “produz leite” é o movimento de sucção que seu bebê faz. Não é chá milagroso, nem Plasil… Quanto mais ele mamar, mais leite você vai ter! Isso é fato, parece mentira, mas é fato! Claro que, beber bastante líquido ajuda, mas o maior produtor de leite é seu próprio bebê! (Vai dizer que o corpo humano não é perfeito?!)
  • Não importa se o bico do seu seio é pequeno, torto, pra dentro, pra fora demais e etc. Não é só o bico que o bebê tem que pegar. A pega correta (vide foto abaixo) é o bebê com a boca bem aberta, abocanhando quase toda a aureola, e fazendo a “boquinha de peixe”. Por isso, não fique preocupada com o formato do seu seio, atente-se a maneira que seu bebê mama, e tudo dará certo.

Por quê amamentar

Se o que eu escrevi ali em cima ainda não te convenceu 100%, aí vai mais algumas dicas:

  • Amamentação é uma das únicas coisas que SÓ você pode fazer: Seu marido pode trocar a fralda, sua mãe pode te ajudar com o banho, mas só VOCÊ pode amamentar. (Quer coisa melhor do que ser única e exclusiva?!)
  • O vínculo mãe-filho DOBRA duramente a amamentação. É um momento só seu e dele. Uma entrega total. Uma troca de olhares ÚNICA. Depois que o bebê aprende a “fazer carinho” então, nem se fala… Carinho no rosto, carinho no peito… Uma coisa tão única.
  • Amamentar seu bebê é um ato de amor. Você estará dando saúde e carinho ao mesmo tempo.
  • Amamentar vai te ajudar a voltar ao peso, vai contribuir para o controle do sangramento uterino que acontece após o parto, e vai ajudar também o útero a voltar ao tamanho normal;
  • É de graça!!!!!! Você não precisa gastar tempo nem dinheiro dentro de uma farmácia ou mercado. É um presentão que Deus nos dá. Você pode economizar uma boa grana pra comprar sapatos e roupas novas! rsrsrsrsrs
  • Poupa tempo: Você não precisa levantar, ferver água, ferver mamadeira, misturar, esperar esfriar… Correr o risco de fazer a mais, ou a menos… Sai prontinho na hora que o bebê quiser, na temperatura que ele gosta, e pra isso, é só abaixar a blusa e pronto!
  • Você sabia que a maioria das mulheres que amamentam em livre demanda, não menstruam? Quer coisa melhor que essa? Mais uns meses de “folga” daqueles dias?! DEMAIS!
  • O mamazinho depois do banho: Ai gente, você já perceberam que amamentar é minha paixão, mas não tem nenhuma mamada mais gostosa do que a depois do banho. A Bellinha fica molinha molinha porque relaxa, e mama beeeem devagarinho até dormir… É a coisa mais linda do mundo. Ah, e tem essa né: A paz no olhar enquanto mama até adormecer: DIVINO!
  • E pra fechar: Até a DIVA Giselle põe os “peitchões” pra fora e amamenta sem vergonha nenhuma! Quer um exemplo mais lindo?

Bom, reforço mais uma vez que amamentar não é fácil não, mas vale cada esforço.

Caso você tenha mais dúvidas, ou tenha alguma dificuldade no assunto, eu indico o G.V.A (Grupo Virtual de Amamentação) lá do Facebook. A mulherada lá é “porreta”! Tirei (e tiro) muitas dúvidas lá e aprendi MUITA coisa boa.

E também, não deixe de consultar o PROAMA (Clica no link!)

Vou finalizar esse post com umas fotinhos da Bellinha na hora do “mamazinho” dela.

Daqui 9 dias ela irá completar 6 meses, e hoje já tem 6.900kg e 62cm de muito leite materno e amor.

Acordo amamentando e durmo amamentando. E é a melhor coisa do mundo, porque eu sei que assim, ela pode sentir e entender um pouco mais a cada dia que eu dou e faço tudo por ela!

VIVA O MAMAZINHO DA MAMÃE!!!!!!!!!

6 thoughts on “Amamentar: do verbo AMAR

  1. Lindo texto, parabéns!!! Eu adoro amamentar!!! Nunca tive a neura se ia ter leite ou não, pois como minha mãe me deixou no peito até os 4 anos, imaginei que eu ia ser igual a ela. Graças a Deus to seguindo o mesmo caminho. Minha baby tem 3 meses e pesa 7.225 e 61,5 cm de puro leite materno. Adorooo tudo isso!!!

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