Como sobreviver aos dias tensos da maternidade

Bellinha com 8 meses 
Eu nem sei por onde começar a escrever sobre isso.
A verdade é que, pra qualquer pergunta que me seja feita sobre a maternidade, indiferente de como a conversa desenrole, o final sempre será de flores: Você vai amar ser mãe.
E a gente realmente ama…

Mas o que fazer quando nos encontramos naqueles dias que falta paciência, que tudo que se mais quer é curtir o silêncio de uma casa organizada e limpinha?

Tenho me sentido absurdamente estressada ultimamente.
E não digo aquele estresse que passa com um banho quente e com uma boa noite de sono (isso, graças a Deus eu tenho).
É aquela sensação de que tá tudo errado. Que a cria grita demais, derruba as coisas demais, quer atenção demais.
E em contrapartida, eu me pego fazendo o que?
Falando mais alto!
Mas como? Se o que eu quero é justamente o silêncio?

Foi pensando em tanto caos, que eu compartilho aqui com vocês as 5 melhores dicas para não deixar a peteca cair (porque essa “fraqueza” é insistente, né?!).
Aqui é para os “terrible twos” (a terrível adolescência dos bebês), mas vai servir também pra quarentena, picos de crescimento, de desenvolvimento e por aí vai…

1. Diminua o tom
Toda criança é reflexo do ser materno.
Sempre que eu grito, minha filha grita mais.
O que mais tem funcionado é: segura os bracinhos, olha nos olhos e fala: “xiu, baixinho. Eu consigo te ouvir…. Baixinho…”

2. Preste atenção
Uma criança que chora dentro do berço, ou aquela que deita no chão e faz escândalo, só quer uma coisa: ATENÇÃO.
Deixar chorar não fortalece pulmão, e dar colo demais não cria marginais.
Como sempre gosto de pensar: a falta do colo é que faz as pessoas serem ruins.
Depois de muito dar as costas pra minha filha, todas as vezes que ela insistiu em querer dar show, decidi testar o “ok, estou te olhando”.
E funcionou. No primeiro escândalo dentro de um mercado (sim, eu também passo por isso), a peguei no colo, fiz a técnica do “não precisa gritar”, expliquei que o que ela queria não era dela, portanto, NÃO PODE PEGAR, e tentei distraí-la com qualquer outra coisa boba. E quer saber? Deu certo… Tanto que nem ela, nem eu, lembramos mais o porquê de tanto auê.

3. Não precisa ceder
A vontade não precisa ser feita por causa de um choro alto. A verdade é que, distrair é melhor do que ceder.
Dentre tantos choros já vividos nestes 2 anos e 2 meses com a Bellinha, tenho orgulho em dizer que só cedi de verdade, quando era para mamar.
No mais, tenho tentado me manter firme nas decisões. Não é para pegar? Não pegue. Não precisa chorar e também não precisa me “comprar” com o drama.

4. Você vai precisar de ajuda
Vai ter sim, aquele dia que, mesmo depois de respirar fundo, contar até mil, tentar todas as técnicas e tudo mais, que mesmo assim, seu coração ainda vai parecer latejar de tanto desespero e com a sensação de “o que eu faço agora?”.
Quando você chegar nesse ponto, chame ajuda. Entregue a cria para o pai, ou qualquer outra pessoa que você confie que não vai “burlar” sua técnicas, e se tranque no banheiro, tome um banho e respire fundo. Saia quando sentir saudade, ou seja, uns minutos depois. rsrsrs
Ps: Quando digo em burlar, é real: Não adianta largar no colo daquela avó que faz absolutamente TUDO, porque todos os seus esforços irão por água abaixo. Você disse NÃO mil vezes, e mandou pra avó que fez tudo e mais um pouco mil e uma vezes!

5. Isso vai passar
Porque a verdade é que, todas as fases passam. Não vou dizer que ficarão mais fáceis, porque raramente ficam. Mas aproveite que ele ainda cabe no colo, e que vocês ainda se entendem em questão de minutos.
Pode parecer complicado, mas a verdade é que você ainda está naquela fase que beijos curam e abraços realmente significam perdão. Desfrute.


Complementando:
Não tente fazer tudo de uma vez, siga os passos conforme você sentir necessidade.
E se, assim como eu, você for um ser humano errante, que está criando um outro ser humano teimoso (pensa num bebê genioso), tente se apegar a ideia de que as melhores lembranças de uma criança, são aquelas que tinham muito amor.
Ninguém lembra de uma discussão, ou de um grito no ouvido de forma que acalme o coração. Por isso, na hora do desespero, AME mais. Mais do que seu coração suportar. Porque é isso que seu filho mais precisa daquele momento.
Dias ruins também fazem parte da maternidade, sim!
Mas deixar a parte boa prevalecer, é com você.

E caso você tenha se identificado, dá um abraço aqui, dá.



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