Saúde e Alimentação

Dia da Conscientização Mundial do Autismo

Hoje, dia 2 de abril é dia da Conscientização Mundial do Autismo, por isso separei algumas informações que muitas mães questionam, e algumas dicas para que vocês possam observar sinais desde o início da vida do seu bebê.
O autismo é uma síndrome que atinge quase dois milhões de brasileiros. E em crianças, o autismo é mais comum que o câncer, AIDS e o diabetes.

É um transtorno definido por alterações presentes antes dos três anos de idade e que se caracteriza por alterações na comunicação, na interação social e no uso da imaginação. Segundo a Austism Society of America, indivíduos com autismo exibem pelo menos metade das características listadas a seguir:

  • Dificuldade de relacionamento com outras pessoas
  • Riso inapropriado
  • Pouco ou nenhum contato visual – não olha nos olhos
  • Aparente insensibilidade à dor – não responde adequadamente a uma situação de dor
  • Preferência pela solidão; modos arredios – busca o isolamento e não procura outras crianças
  • Rotação de objetos – brinca de forma inadequada ou estranha com os mais variados objetos
  • Inapropriada fixação em objetos
  • Perceptível hiperatividade ou extrema inatividade – muitos têm problemas de sono ou excesso de passividade
  • Ausência de resposta aos métodos normais de ensino – muitos precisam de material adaptado
  • Insistência em repetição desnecessária de assuntos, resistência à mudança de rotina
  • Não tem real medo do perigo (consciência de situações que envolvam perigo)
  • Procedimento com poses estranhas (fixar objeto ficando de cócoras; colocar-se de pé numa perna só; impedir a passagem por uma porta, somente liberando-a após tocar de uma determinada maneira os alisares)
  • Ecolalia (repete palavras ou frases em lugar da linguagem normal)
  • Recusa colo ou afagos – bebês preferem ficar no chão que no colo
  • Age como se estivesse surdo – não responde pelo nome
  • Dificuldade em expressar necessidades – sem ou limitada linguagem oral e/ou corporal (gestos)
  • Acessos de raiva – demonstra extrema aflição sem razão aparente
  • Irregular habilidade motora – pode não querer chutar uma bola, mas pode arrumar blocos
  • Desorganização sensorial – hipo ou hipersensibilidade, por exemplo, auditiva
  • Não faz referência social – entra num lugar desconhecido sem antes olhar para o adulto (pai/mãe) para fazer referência antes e saber se é seguro.

É importante dizer que nem todos os indivíduos com autismo apresentam todos estes sintomas, porém muitos deles estão presentes entre os 12 e os 24 meses da criança. Eles variam de leve a grave em intensidade de sintoma para sintoma, pois o autismo se manifesta de forma única em cada pessoa.

As alterações dos sintomas ocorrem em diferentes situações e são inapropriadas para sua idade. A ocorrência deles não é determinante no diagnóstico do autismo, mas se faz necessário acompanhamento com psicólogo, psiquiatra da infância ou neuropediatra.
Embora não exista um exame específico para diagnosticar o autismo, o laudo oficial só pode ser dado por um MÉDICO, ou seja: psiquiatra infantil ou neurologista.

Em crianças pequenas, a prioridade do tratamento normalmente é o desenvolvimento da fala, da interação social/linguagem, educação especial e suporte familiar.

Já com adolescentes, o tratamento é voltado para o desenvolvimento de habilidades sociais necessários para uma boa adaptação, desenvolvimento de habilidades profissionais (terapia ocupacional) e terapia para desenvolvimento de uma sexualidade saudável.

Com adultos, o foco está no desenvolvimento da autonomia, ensino de regras para uma boa convivência social e manutenção das habilidades aprendidas.

O autismo nunca desaparece completamente, porém com os cuidados adequados o indivíduo se torna cada vez mais adaptado socialmente. Intervenções apropriadas iniciadas precocemente podem fazer com que alguns indivíduos melhorem de tal forma que os traços autísticos ficam imperceptíveis para aqueles que não conheceram a trajetória de desenvolvimento desses indivíduos.

Essas informações ajudam o reconhecimento de sinais que a criança pode vir a trazer no primeiro ano de vida, e a mãe deve ficar atenta e sempre observar. Não é fácil reconhecê-los, mas informações podem facilitar para que seu filho tenha um diagnóstico precoce, o que vai permitir um tratamento antecipado.

Post elaborado pela Psicóloga Caroline Dramboski, graduada pela PUCPR, apaixonada por crianças, e por tudo que elas nos acrescentam.

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