Textos Gravidicas

Os dias difíceis da maternidade

Existem dias difíceis na maternidade…
Difíceis porque o bebê está chorando demais.
Difíceis porque não sobrou tempo para um banho relaxante.
Difíceis por causa de febre, dor, machucado…
Mas estou pra descobrir um dia mais difícil, do que aqueles em que nós erramos.

É instintivo saber lidar com as dificuldades, mas é avassalador sentir que, naquele dia, elas te venceram.

A gente se sente impotente, imperdoável. Mesmo quando aqueles olhinhos te dizem o contrário.

Os filhos tendem a esquecer dos dias difíceis. As mães, não.

A expectativa da doação exclusiva (e total) vai por água abaixo quando nos deixamos abater por problemas externos.
É preciso confessar: o problema está em justamente, não podermos ser exclusivamente MÃES.

O que nos cabe dentro dessa função, é desenvolvido e trabalhado dia a dia.
A gente aprende a amamentar, aprende a entender, a amar, ensinar… De pouco em pouco, tudo flui.

O que não vem no manual, é como bloquear os problemas externos… É difícil esquecer daquela bronca no trabalho… Desligar a energia negativa por causa das contas.
É quase impossível separar sentimentos e momentos. E isso é desumano com a gente, porque é como pedir para simplesmente ignorarmos o que estamos sentindo…
Mas é real, e mais comum do que deveria ser.
Especialmente porque para a sociedade, quem tem o direito de se afetar com outras coisas é somente o pai.
A mãe não pode.
A mãe precisa funcionar no automático, na base do amor, da paciência infinita…
Mas esquecem que somos humanas.
E que mesmo que a gente queira ser excelente em tudo, o corpo não aguenta… A mente pede socorro.
Então erramos. E isso dói.

Eu sei que você espera que eu diga agora qual a fórmula mágica para conseguir conciliar tudo sem surtar às vezes…
Mas infelizmente, eu não sei qual é.

O que tenho apenas é a certeza que existe sim, uma maneira de aliviar (pelo menos um pouquinho) a dor que fica depois do caos:
Um remédio chamado “abraço de filho”… Porque a gente não tem a fórmula, mas eles têm a mágica!

E assim seguimos entendendo que eles estão aprendendo como viver… E nós também.

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