BEBÊ ENGASGADO: Como reagir?

Gente, deixa eu contar:
Ontem passei o primeiro grande sufoco com a Bellinha.
Estávamos no mercado, e ela estava impossível. Não parava quieta, gritava, queria morder tudo (6 dentinhos apontando, aí já viu né?!), aí num momento de (MUITA) bobeira, descasquei uma banana e fiquei segurando para que ela mordesse. Pensei: “bom, praticamos o BLW então não vai ter problema”. Doce ilusão. Atentada do jeito que ela tava, pegou a banana e deu uma big mordida. E como ela já tem aqueles dois dentinhos de baixo, mais afiados que uma faca de churrasco, um pedação de banana ficou preso na garganta.

P.s: Sempre fui muito neurótica com essas coisas… Ela tossia, e eu já achava que estava engasgada… Entrava em pani e só sabia ficar rodando igual uma barata tonta com ela no colo, sem fazer nada de útil. Meu marido, que é bombeiro civil, só me olhava com aquela cara de “Meu Deus, o que essa louca tá fazendo? A criança tá até rindo da cara dela”, e dizia: “Isso não é engasgamento, quando for, você vai saber. E trate de manter a calma”. E me ensinou as verdadeiras técnicas para os casos de emergência.

Pensei: Impossível manter a calma nesses casos.

Até ontem…
Quando vi que a baixinha estava ficando toda vermelha, com a boca aberta, agoniada, REALMENTE engasgada, me transformei:
Peguei no colo, -mal conseguia falar naquela hora-, me lembro só de ter “suspirado” ELA TÁ ENGASGADA, e automaticamente fiz o que meu marido havia me ensinado.

Resultado: O pedaço de banana voou longe, e ela voltou ao normal.
Só aí que caí na real: Meu corpo amoleceu, fiquei tremendo por um looongo tempo e mal conseguia acreditar que eu havia conseguido!

Aí pensei: Eu aprendi alguns métodos de salvamento, mas será que todo mundo sabe?!

Resolvi então, compartilhar com vocês. Até porque, a gente NUNCA sabe o que pode acontecer e quanto tempo pode demorar pra termos ajuda nos casos urgentes né?!
Esse tipo de informação NUNCA é demais!

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Bebê engasgado

Sintomas: A criança apresenta dificuldade para respirar, e até mesmo para chorar. Mal consegue tossir e começa a “mudar de cor” (vai ficando vermelha, e com os lábios roxos). A agonia fica no olhar da criança, já que os olhos enchem de lágrimas e ela fica “travada”, com a boca aberta, sem nem conseguir emitir sons.
O que fazer: 

Pontos importantes: 

  • Se o bebê estiver tossindo, deixe-o tossir. Este é o melhor método para desobstruir as vias aéreas.
  • Não tente retirar o que o está engasgando. Você pode machucá-lo com a unha, e até mesmo, “empurrar” ainda mais o que está lá.

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Em casos de parada respiratória:

Só de pensar em ter que fazer respiração boca a boca já até me dá um arrepio. Mas é bom saber que:

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A garganta dos bebês é mais flexível, por isso, NÃO incline demais a cabeça do bebê para trás pois isso pode obstruir ainda mais as vias aéreas. A boca que fará o procedimento deverá cobrir tanto o nariz, quanto a boca do bebê. (Caso não seja possível, cobrir apenas a boca, e tapar o nariz com a mão). Você devará soprar LENTAMENTE, e somente o ar que estiver na boca (nada de soprar com força, pois poderá prejudicar o pulmão do bebê – lembre que os órgãos dele, são muito menores do que os nossos-). O sopro dado deverá ser o suficiente para fazer o tórax da criança subir.
Após, deve inclinar a cabeça do socorrido para o lado, e observar o tórax abaixar, enquanto ouve a respiração e sente o ar sendo exalado pela criança. Caso a primeira tentativa seja sem sucesso, tente mais uma vez. Se o bebê não corresponder com respiração ou movimentos, será necessário fazer compressões torácicas até a chegada do resgate.

Compressões torácicas em bebês menores de um ano:

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Como encontrar o ponto certo: Trace uma linha imaginária entre os mamilos do bebê, e coloque dois ou três dedos juntos abaixo desta linha. ESTE É O PONTO. (A compressão NÃO deverá ser realizada no apêndice xifóide ou acima da linha entre os mamilos)

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O que fazer: Faça pressão para baixo, afundando o peito da criança de 1,5cm a 2cm. Faça 30 compressões rápidas, porém, não bruscas. (cada compressão deverá durar menos de 1 segundo). A cada 30 repetições, faça duas respirações boca-a-boca.

*Mesmo que a criança volte ao normal, leve-a ao pronto socorro do mesmo jeito, imediatamente.

Gente, espero que vocês nunca precisem utilizar estes métodos, mas esse tipo de informação nós não podemos guardar. Isso pode salvar vidas!

E SEMPRE tenha anotado em algum lugar acessível (celular NÃO conta, porque na hora do desespero, conseguir desbloquear e achar o contato é uma vitória) os telefones úteis para casos de emergência.

Eu tenho na bolsa, na carteira e na carteirinha de vacinação da Bellinha, uma “agendinha” com todos os telefones de emergência e que julgo importantes:

SAMU, Polícia, Bombeiros, Pediatra dela, Meu telefone, do marido, dos avós, e do hospital que atende emergências do nosso plano (e também consta qual é o plano de saúde que temos)… Porque não somos só NÓS que podemos precisar um dia. Às vezes o bebê está com outra pessoa, ou até a gente pode perder a noção na hora, então, não custa facilitar.

Espero que tenham gostado.
E vale lembrar que: é ideal sempre chamar ajuda e o resgate. Mas também é ideal saber o que fazer caso ambas opções demorem!

Beijos, e até a próxima!

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