Maternidade, Saúde e Alimentação

Teoria da exterogestação

Você já ouviu falar da teoria da exterogestação?
Trata-se de uma espécie de gestação que ocorre fora do útero, que dura aproximadamente os 3 primeiros meses do bebê.
Esse conceito consiste no entendimento que o bebê nasce, mas precisa da segurança e colo da mãe como se ainda estivesse na barriga.

A verdade é uma só:
Bebês dependem das mães.
E a natureza prova isso uma vez que humanos são os únicos mamíferos que não nascem independentes.
É preciso paciência e empatia…
Foram 9 meses dentro da mãe, ouvindo seu coração de pertinho, no calor do corpo. Chega a ser surreal pensar que ao nascer, um bebê já deve dormir sozinho e aquietar-se em espaços abertos.

É preciso entender que bebês não dormem quando queremos que durmam… Eles dormem quando sentem-se seguros o suficiente para relaxarem a ponto de pegarem no sono.
É preciso ter em mente que dar colo não significa criar dependentes, mas sim, proporcionar segurança.
É preciso saber que bebês SENTEM sua tensão, e de nada adianta o desespero quando tudo o que precisam é de calmaria.
É preciso acreditar que o peito não é somente alimento… É segurança e proximidade… É o momento em que os dois corpos (mãe e bebê) voltam a ser como um só.
Aqui em casa utilizo alguns métodos que proporcionam à bebê tudo o que ela precisa: calor, aconchego e segurança. (Fiz tudo isso com a Bellinha e estou fazendo com a Luísa tbm)
– Além do sling nas saídas, o roupão é meu aliado número um dentro de casa. Aconchego a pequena, fico quentinha e a mantenho coladinha do peito ouvindo meu coração. – O ofurô também é item chave por aqui, pois faz com que a pequena relembre a sensação que tinha dentro do útero. – Cama compartilhada também é algo que não sei maternar sem: além de ME proporcionar segurança (por ela estar pertinho e eu conseguir checar se está tudo bem sem precisar ficar levantando da cama), isso também dá a ela a chance de abusar do cheiro da mãe. Há quem diga que se a paz tivesse cheiro, seria como nosso perfume para nossos bebês.
Aceitar a dependência inicial dos filhos é o primeiro passo para trilhar um caminho cheio de autonomia.

E acredite: Isso também vai passar.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *