Lembranças e seus efeitos: A intensidade de um ano depois dos filhos

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Acho que todo mundo que tem o facebook, conhece aquela ferramenta deles que nos lembra o que postamos na mesmo dia, em anos anteriores, certo?

Eu sempre gostei de viver um pouco as minhas nostalgias da vida, mas confesso que desde que me tornei mãe, algumas lembranças chegam como uma facada no coração.

Semana passada tive uma crise intensa de choro após ver um vídeo da Bellinha, postado em 2015.
365 dias se passaram desde aquele registro, e ele voltou para os meus olhos em pleno início de uma quarta-feira.
Lembro que parei de me arrumar na hora, e só consegui sentar na cama e chorar.

Não, não era um vídeo triste. Muito pelo contrário: Tinha ela sorrindo, tinha o mar, tinha ela falando com aquela voz de criança meiga…
Mas um ano havia se passado, e aquela pequena criança já não era mais a mesma.

A gente tem o costume de dizer que a vida passa ainda mais rápido depois dos filhos, mas relembrar aquilo me deu a sensação que aquele ano havia passado num piscar de olhos (literalmente).

Seu jeitinho de falar mudou.
Ela já sabe andar com firmeza.
Não precisa mais ficar segurando a minha mão para não cair.
O cabelo cresceu, e aquele mini biquíni já nem serve mais.

Tudo isso em um ano!
E onde eu estive nesse tempo todo, que ao meu ver pareceu tão pouco tempo?

Sabe, a parte que mais me dói é que eu sei que essas últimas 52 semanas tiveram a mesma quantidade de horas que qualquer outro ano, mas eu não tive a mesma disposição.

O trabalho exigiu uma carga horária maior. A falta de grana exigiu um plano B. O plano B fez uma bagunça na casa e eu precisei limpá-la mais vezes… E aqui estou eu,  chorando descontroladamente por causa de um vídeo.

Mas calma, não é pelo conteúdo. É pelo que ele despertou em mim:

Eu tenho 26 anos e 8 anos de carreira na minha profissão. Nesse meio tempo, já passei por 4 empresas… Essa, não será a última da minha vida.
A inflação sofre alterações diariamente. Não foi a primeira vez que senti o bolso apertar, e com certeza não foi a última também.
O plano B existiu porque eu não quis abrir mão de algumas coisas, e ele me trouxe um dinheirinho, mas consumiu o meu tempo.
E a Bellinha desenvolveu várias novas habilidades, e essa é a única coisa que não voltará a acontecer da mesma forma.

Passei um bom tempo achando que as minhas melhores lembranças da maternidade seriam a primeira apresentação de dia das mães, o primeiro natal, o primeiro aniversário dela… E a realidade é que os melhores momentos da minha vida não eram datas comemorativas, nem tinham grandes produções por trás.

Eu costumo sempre falar sobre saudades, mas hoje eu parei para analisar tudo o que eu posso fazer para amenizar essa sensação de falta.

Não, eu ainda não encontrei a solução. Mas me dispus a estudar novas possibilidades, ou métodos que me permitam aproveitar de verdade a única função de vida que me acrescenta espiritualmente: ser mãe!

Enquanto eu não encontro a fórmula adequada, eu sigo aqui, entre choros e lembranças que não param de chegar…

Ps.: Esse é o vídeo que me causou tanto ‘caos’ interno. Quando foi que comecei a nos privar de um ‘bate e volta’ na praia? Quando esqueci o quanto vale viver de verdade com quem a gente ama?
Ainda não sei… Mas jurei que nunca mais pararei de me lembrar.

Um beijo

assinatura stephanie gravidicas

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