Me perdoe sociedade, eu não quero mais um

Confesso que pensei muito antes de falar sobre esse assunto, mas resolvi que preciso dizer: Estou cansada da imposição da maioria em dizer que “é preciso ter o segundo filho (ou mais que dois)”.

Não sou filha única…
Meu marido não é…
Meus pais e meus sogros também não são filhos únicos…
Ou seja: Optar por não ter mais de um filho, dentro da “normalidade” da minha família, é algo realmente desafiador.

Eu não sei se vocês sentiram essa pressão toda que somos expostas diarimante de:
Se tá namorando, tem que casar…
Se casou, tem que ter um filho…
Se teve um filho, quando é que vem o segundo? 
(Aí se você decide ter três ou mais é porque é louca ou desinformada… Vai entender!)

Eu curti as primeiras partes desse processo todo… E na verdade, sempre sonhei com elas. Mas confesso que a parte de “ser mãe de mais de um” nunca me fez a cabeça.
Até mesmo as frases mais “comoventes” não me fizeram nem sequer cogitar dar um irmãozinho para a Bellinha.
(Exemplo de frase “comovente”: E quando você e seu marido morrerem, quem vai ser parceiro da Bellinha? 
Minha resposta mental (porque se a gente fala, fica taxada de grossa): Bom querida, espero que o companheiro de vida dela né?! Os filhos dela… O marido…)

Entendam como quiser: Já me sinto completa com a Bellinha e sempre darei todo apoio para que ela seja feliz, sem precisar ser apegada a qualquer tipo de figura sanguínea.
Não dizem que criamos os filhos para o mundo? E porque nos impõem que eles devem ficar presos a idealização de uma irmandade perfeita?
Torço para que ela tenha muitos amigos (porque, sejamos francos: Tem amigo que acolhe mais que irmão), que ela encontre um amor de verdade e que ela seja realizada…
Não acho que ela será menos feliz sendo filha única, e garanto: Nem será mais mimada por causa disso, também, viu?

Prefiro ter a conciência em paz de que estou fazendo meu melhor por ela, do que me sentir em falta com dois.
E não falo apenas da parte financeira: Por aqui, não rola parar de trabalhar fora.
Então eu jamais me sentiria em paz colocando mais uma criança no mundo com tanta falta de tempo.
O que eu tenho hoje é uma rotina super programada para não faltar em nenhum aspecto: Mãe, esposa e profissional.
E sinto que meu dia-a-dia está preenchido.
Talvez, se eu pudesse largar tudo e ser apenas MÃE (ciente de que isso inclui diversas outras habilidades e funções), eu estaria escrevendo um texto diferente. Só que hoje, em pleno novembro chuvoso de 2015, me pego repleta de amor e felicidade (e de falta de tempo) por ser mãe de uma criança só, que recebe amor como mil, e a quem eu me dedico exclusivamente.

Apoio e admiro todas as mulheres que optam por um segundo filho.
Mas por aqui, os planos são outros…

(E pra você, que tem a mania chata de questionar incansavelmente uma mãe que opta por um filho só, um breve recado: O que acontece dentro de uma casa, diz respeito apenas a quem mora dentro dela. Se você conseguiu criar mais de um, você é abençoada e eu te admiro. Mas não force a barra no assunto. Cada mãe sabe das fraldas que troca e só! E sim, eu posso mudar de ideia -não precisa ser sarcástica e falar que daqui 5 anos vou pensar diferente- mas no momento, eu sou uma, sendo mãe de uma. E sou muito feliz e completa, obrigada!)

Lembrando que todas as mães permanecem sendo MÃES, com 1, 2, 3, 4 ou quantos filhos ela quiser! 🙂

 

10 Replies to “Me perdoe sociedade, eu não quero mais um

  1. Adorei seu texto… sou mãe de um menino de 16 anos e como sempre trabalhei fora nunca tive vontade (e tempo) para outro filho… A sociedade é injusta mesmo 1 é pouco, 2 bom 3 vc é louca rss O que acontece dentro de nossa casa só nós sabemos… Eu optei por ser mãe de apenas 01 e não me arrependo..

  2. Texto perfeito! Sou mãe de um menino que está com 10 meses agora,meu filho não foi programado,na verdade eu havia optado por não ter filhos…engravidei…aceitei e curti a condição de grávida…amo meu menino mais que tudo neste mundo,mas ser mãe de 2 nem me passa pela cabeça e isso não me torna menos mãe…todo meu amor,atenção e dedicação serão para ele!

  3. Texto perfeito! É tão sufocante os questionamentos da sociedade que a vontade que dá é sai gritando aos quatros cantos do universo, mas mesmo assim teriam pessoas que não entenderiam. Eu sou mãe de dois. Sempre optei desde pequena ser mãe de dois, porém, não crítico e nem fico falando para terem mais ou que deveria ter tido menos. Acredito que Deus coloca o desejo em cada um e dá a cada um o que é necessário e ponto. A sociedade reclama tanto que hoje é difícil cuidar de filho, de manter e bla bla bla. Mas sempre apontam e julgam qdo vc quer ter um ou 2. Eu até hoje me perguntam qdo irei ter o 3 filho. Meus filhos estão com 11 anos e 9 anos…. Estou curtindo o crescimento deles e não tenho pretensão de ter mais nenhum. Mas ao responder o questionamento das pessoas sou curta e grossa: "vc vai me ajudar a sustentar?" "Vai passar noites acordadas qdo ele precisar de alguém?" Vai faltar no serviço para levá -lo ao médico qdo precisar?" Não né? Então não preciso dizer…. É assim que eu falo…pq já cheguei em um nível de estresse de tantas vezes que me perguntaram….

  4. Texto perfeito! É tão sufocante os questionamentos da sociedade que a vontade que dá é sai gritando aos quatros cantos do universo, mas mesmo assim teriam pessoas que não entenderiam. Eu sou mãe de dois. Sempre optei desde pequena ser mãe de dois, porém, não crítico e nem fico falando para terem mais ou que deveria ter tido menos. Acredito que Deus coloca o desejo em cada um e dá a cada um o que é necessário e ponto. A sociedade reclama tanto que hoje é difícil cuidar de filho, de manter e bla bla bla. Mas sempre apontam e julgam qdo vc quer ter um ou 2. Eu até hoje me perguntam qdo irei ter o 3 filho. Meus filhos estão com 11 anos e 9 anos…. Estou curtindo o crescimento deles e não tenho pretensão de ter mais nenhum. Mas ao responder o questionamento das pessoas sou curta e grossa: "vc vai me ajudar a sustentar?" "Vai passar noites acordadas qdo ele precisar de alguém?" Vai faltar no serviço para levá -lo ao médico qdo precisar?" Não né? Então não preciso dizer…. É assim que eu falo…pq já cheguei em um nível de estresse de tantas vezes que me perguntaram….

  5. Me desculpe mãe mas ter outro filho não tem a ver com a sociedade, mas com seu primeiro filho, que tem direito de ter um irmão, de ser tio, e de depois que vc e o pai dele morrer ter mais alguém vivo na família. Quando um filho único, que tem pais filhos unicos perde os pais, fica sozinho no mundo. Além disso é uma injustiça que esse filho seja responsável por cuidar da velhice de pai mãe sozinho. Reproduzam essa cultura do filho único e cada vez mais verão idosos deprimidos na velhice.

  6. Mai, leia novamente, esse texto é pra você 🙂 você tem que entender principalmente uma coisa: a sua opinião não é a verdade absoluta, ok? Assim como a opinião da Stephanie (autora do texto) TAMBÉM não é verdade absoluta. São as verdades mais cabíveis na realidade de cada uma. Mais respeito quando for se meter na vida dos outros ok? 🙂

  7. eu também pensava assim, até surgir essa necessidade no meu coração… dar um irmão pro meu filho!! Tõ apegado, tão carinhoso, me via com dó de ve lo brincando sozinho, rs… dai entao resolvi deixar acontecer… e quando ele tinha 1 ano e 7 meses eu descobri uma nova gravidez. hoje com 2 aninhos, estamos à espera da iermazinha dele, que chega em março, e sinto que nossa familia ficará completa. é isso aí, cada um sabe de sua vida e o que os faz feliz!

  8. Todos tem direito de fazer opções. Que opta por não ser mãe, tem o direito, quem opta por ser mãe de um, também e assim por diante. Nós mães amamos os filhos que temos. Quem ama o filho que não tem? Tenho quatro, portanto, amo os quatro. Não amo os que não tive. Parabéns pela sua escolha. Cuide bem dela. Que a vida dela seja abençoada por Deus sempre!

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