5 maneiras de melhorar o relacionamento com os filhos

Quem vê essa foto nem imagina que há alguns meses esses dois viviam em pé de guerra.

SIM! Nem só de amor vive a paternidade. E aqui, cheguei a pensar que viveria no caos para sempre.

Embora o papai tenha vivido a experiência de cuidar dela integralmente por 8 meses (quando ela tinha 1 ano e meio), depois que ele voltou a trabalhar fora, a baixinha acabou se apegando a mim.
Tá, eu também trabalho fora, como a maioria já sabe.
Mas mãe tem aquele feeling todo neh?! Como todo texto diz: nasce um bebê, nasce uma mãe.
E como o pai às vezes acaba ficando demais nos bastidores, pode acabar se afastando e diminuindo as chances daquela CONEXÃO acontecer.

Por aqui, ele sempre foi o colo perfeito pra ela. Mas a soma do cansaço do trabalho do papai, com as pequenas fases terríveis que toda criança passa, acabaram dificultando que ela o visse como aliado.

E com o passar dos dias, a situação foi ficando cada vez mais insuportável.
Afinal, de um lado eu tinha uma criança que acabava me sobrecarregando, porque tudo era MÃE PRA CÁ, MÃE PRA LÁ. E do outro lado, tinha o meu marido estressado e triste (muito triste) por passar por situações desagradáveis de negação da própria filha.

E é claro que quem sofria muito nesse cenário era quem? EU. Porque queria mudar a situação, sem precisar bancar a megera (com nenhum dos dois).

Passei a observar com cuidado as pequenas atitudes que a afastavam ainda mais dele, que eram:

Nas noites de choro, quem estava lá? EU
No domingo cedinho, quem acordava para fazer café e brincar? EU
Quem inventava moda de piquenique, parquinho e brincadeiras diferentes? EU
Quem levava pra passear e curtia junto? EU

O fato de ser a pessoa que estava sempre presente, a fez entender que eu era a única com quem ela poderia contar.

Até pensei em ser mais rígida. Tinha medo de ser a “boazinha” da história, e por isso ela sempre preferir a mim.
Mas em nenhum momento o meu relacionamento com ela interferia em sua criação de forma negativa.

Então decidi estudar ainda mais o caso e sentei (algumas vezes) para conversar com meu marido.
E aos poucos implementamos essas 5 importantes mudanças no nosso dia a dia:

1 – EMPATIA DOS DOIS LADOS

Eu sempre criei a Isabelle na base da empatia e sempre acreditei que essa era a principal base da nossa relação.
Já o papai, não entendia muito do assunto, e acreditava que pai é AUTORIDADE, o que acabava travando mais guerras, do que momentos de paz.
Uma vez que você enxerga o filho como alguém que está aprendendo sobre TUDO, passa a ser mais fácil de perdoar, compreender e acolher com amor.

Por exemplo:
A criança derruba um copo de suco no chão.

Ação sem empatia: Gritos, expressões de raiva e stress. Sentimentos que fazem a criança entender que é um fardo, que é atrapalhada e que é a responsável pelos sentimentos ruins (os quais, inclusive, ela absorve)
Ação com empatia: A gente respira fundo, pega um pano e pede ajuda a criança. Diz que sabe que foi sem querer. Conversa. Pede para que tenha mais cuidado. A criança sente-se segura e absorve o aprendizado sem pressão.

O fato de ter esses dois extremos na criação acabam fazendo com a criança escolha o lado mais seguro. Aquele em que ela se sente melhor. Que sejamos então, os dois lados a parte segura da vida.

2 – MATURIDADE

Uma coisa que eu sempre digo é que: os pais precisam ser mais maduros que as crianças SEMPRE.
E isso não tem nada a ver com seriedade na hora das brincadeiras, nem nada do tipo. Tem a ver justamente com os momentos estressantes.
Crianças farão birra e podem até gritar. Por isso cabe a nós, adultos, termos mais auto controle e mais consciência de que aquilo é um momento ruim, e que depende de nós para passar.

Exemplo:
A criança nega a presença do pai.

Ação sem maturidade: O pai vira as costas e ainda deixa escapar em voz alta “eu nem queria ficar com você também”. (Mais uma negativa para a criança)
Ação com maturidade: O pai tenta participar aos poucos. Brinca. Sorri. Demonstra segurança no que quer, e mostra que realmente quer estar ali.

3 – ESPÍRITO DE EQUIPE

Pai que tira autoridade da mãe e vice versa, acaba proporcionando uma visão errada sobre a educação;
Por isso, é importante que quando um falar, o outro deve respeitar. E caso seja algo que você não concorde é importante conversar a respeito quando a criança NÃO ESTIVER OUVINDO.
Assim, ela entenderá que os dois estão juntos nessa caminhada.

4 – ESFORÇO E PRESENÇA

É claro que tem dias que o cansaço toma conta, mas é importante que os dois estejam presentes na proporção mais equilibrada possível.
Tanto para a diversão, quanto para os momentos mais ‘chatinhos’.
Sei que é impossível cumprir a função 50% + 50%… Mas enquanto houver dedicação de quem é menos presente (muitas vezes por trabalho e etc), tudo pode melhorar. (É importante um sempre chamar o outro para participar de tudo).

5 – RESPEITANDO LIMITES

Pai normalmente tem brincadeiras menos delicadas, como cócegas. E também costumam ser mais competitivos na hora de brincar. Por isso, combinamos que ele passaria a respeitar ainda mais os limites que ela tinha.
Começou a fazer cócegas e ela pediu para parar? ENTÃO É HORA DE PARAR!
Do contrário, a criança passa a entender que o “NÃO”, não tem validade nenhuma. E por isso começa a ter mais atitudes negativas com relação ao pai. (ou a quem tem essas atitudes com ela)

É importante reforçar que a criação de um filho é um trabalho em equipe. E para que dê certo, é preciso que todos os envolvidos estejam dispostos a dar o seu melhor, e o que for melhor para a criança.

Por aqui, fomos implantando as mudanças aos poucos, e hoje posso dizer que finalmente encontramos o equilíbrio. E que o apego se faz presente tanto com a mamãe, quanto o papai. Graças a Deus!

Um beijo,

 

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