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Meu inimigo, o tempo

Antes da Bellinha nascer eu tive muito medo…

Medo de não amamentar;
Medo de não aguentar ficar sem dormir;
Medo de não perder a barriga da gravidez (porque né….)
Medo de não saber interpretar o choro

Tive medo até de pegar no colo
Medo de machucar
De não saber lidar

Passei noites em claro pensando como sobreviveria ao desconhecido
Sentia medo de não aflorar o tal “instinto materno”

Eis que, os dias foram passando e eu me dei conta que todo esse medo não é nada, comparado ao sofrimento que o tempo nos traz.
Porque nem sempre aproveitamos da maneira que queremos, e ele passa.
Assim, devastador, levando embora o chorinho de bebê, o cheirinho de talco, as roupinhas RN…
Novas fases surgem, e fica sempre aquela sensação que não absorvemos tudo o que queríamos do ontem.

Fica a ideia que fomos traídas pelos nossos próprios sentimentos.
Afinal, quem nunca desejou que aquela noite em claro não passasse o mais rápido possível?
Mas eu nem imaginava que logo mais, tudo isso faria falta.
A gente acaba esquecendo que pra cada momento ruim do dia que nós desejamos que passe logo, vão junto uns 10 momentos bons, infelizmente.
É complicado conseguir separar o que absorvemos de cada fase complicada, mas depois de já ter passado por algumas delas (e eu sei que elas nunca acabarão!), acabei me dando conta que eu nem me lembro bem o quão difícil foi… Só me apego a ideia de que era delicioso todos aqueles detalhes tão minúsculos, e o quanto eu posso ter perdido disso tudo por simplesmente não prestar a atenção que deveria.
Demorei uns 2 anos para me dar conta que não vai dar pra escapar de coisas complicadas na maternidade (como eu costumo dizer, ser mãe é como entrar num video game: cada fase vai ficando mais difícil), e foram muitos choros até me dar conta que eu precisava parar. 
A cólica foi embora… A correria para organizar tudo sempre acaba hora ou outra… O choro estridente também cessou…
Mas junto foi o sorriso banguela… As primeiras palavras… O primeiro passo…

Vendo tudo isso (e depois de ter ignorado alguns sinais) eu decidi mudar: Curtir cada momentinho, por mais difícil que ele seja. Porque vai passar. E vai me faltar peito pra aguentar tanta saudade.

Vou deixar aqui um texto que levo pra vida.
Curtam sempre, curtam muito. 
Nos momentos difíceis, FORÇA. 
Nos bons, uma infinidade de sentimentos deliciosos. 

“Havia um homem que costumava ter em cima de sua cama uma placa escrita: ISSO TAMBÉM PASSA…
Então perguntaram à ele o porquê disso… Ele disse que era para quando estivesse passando por momentos ruins, poder se lembrar de que eles iriam embora, e que ele teria que passar por aquilo por algum motivo. 
Mas essa placa também era para lembrá-lo que quando estivesse muito feliz, que não deixasse tudo pra trás, porque esses momentos também iriam passar e momentos difíceis viriam de novo…
E é exatamente disso que a vida é feita: momentos!
Momentos os quais temos que passar, sendo bons ou não, para o nosso próprio aprendizado. Por algum motivo… Nunca esqueça do mais importante: NADA É POR ACASO! Absolutamente nada”
Chico Xavier

1 thought on “Meu inimigo, o tempo

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