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Minha filha não se adaptou na escola nova!

Sei que já se passaram várias semanas desde os perrengues que passei, mas só agora me senti confortável para escrever sobre o assunto.

Quem me acompanha nas redes sociais, viu meus desabafos e meu problema com relação à adaptação da Isabelle na nova escola. Mas eu ainda não havia contado para ninguém O QUE ACONTECEU DE FATO.

Embora eu ainda não tenha certeza absoluta e não queira simplesmente apontar dedos (ou jogar pedras), eu ao menos sei qual foi o gatilho que me fez perceber que aquilo não estava ok.

Bom… A baixinha teve seu primeiro ano escolar em 2016. Estudava no período da tarde em uma escolinha super renomada (contei o motivo da minha escolha AQUI). Durante a manhã, ficava com a avó.

Como perdíamos muito tempo no trajeto e ela dormia assim que entrava no carro, decidimos mudar tudo neste ano.
Procurei escolas próximas ao meu trabalho, e ao trabalho do meu marido. Por questões financeiras, escolhemos uma bem pertinho do trabalho dele. Ficamos confiantes com a reação da Bellinha ao visitar o local pela primeira vez… E mesmo que nós dois estivéssemos tendo dificuldades de aceitar a “queda” da qualidade do ambiente (ela saiu de uma escola grande, para um escola de bairro), ainda acreditávamos que tudo ficaria bem.
Apesar de pequeno, o local já tinha mais de 25 anos de funcionamento (inclusive eu já havia estudado lá).

Entre a matrícula e o primeiro dia de aula, fomos mais umas 3 vezes até lá. Em todas, a baixinha parecia adorar a ideia.
A essa altura, eu jamais imaginaria que poderia dar tão errado.

Eu tinha certeza que o maior problema que ela enfrentaria seria com relação a rotina. Querendo ou não, período integral é cansativo demais. Mas ainda assim acreditávamos que era a melhor que coisa a se fazer.

O primeiro dia foi ótimo. Ela acordou empolgada e não chorou. Voltou feliz e ficou super bem… Assim foram os 3 primeiros dias. Fiquei radiante e estava adorando nossa nova rotina. Meu marido conseguia levá-la e buscá-la e chegavam bem mais cedo em casa. Ela tomava banho tranquila e conseguia curtir seu quartinho e seus brinquedos pelo menos uma hora a mais por dia.

Estávamos vivendo um sonho, até ela acordar no quarto dia implorando para não ir para a escola.

Eu entendo que todos os seres humanos têm o direito de sofrer com mudanças. Mas também acredito que não devemos desistir já na primeira dificuldade, então insisti.

Notei que nesse dia ela já não voltou tão empolgada… Não queria falar sobre o que tinha acontecido no dia, e estava com o olhar baixo. Assimilei isso tudo ao cansaço. Na mesma noite ela apresentou muita dificuldade para dormir. Acordava gritando e chorando muito, tremia e soluçava… Isso já mexeu comigo.
Quinto e sexto dia e ela já relutava até para colocar o uniforme. Num dos dias ela chorou muito para entrar, e para minha surpresa, a reação de uma das “tias” da escola me surpreendeu: tirou ela do meu colo e fechou o portão na minha cara.

Saí de lá arrasada, mas ainda achava que tinha a ver com o fato de ser tudo novo, e tinha a esperança de que era questão de pouco tempo até ela se acostumar.
Comentei com várias pessoas sobre a mudança repentina de humor, e 99% me diziam que era normal e que haviam passado por isso também. Acreditei.
Na volta, mais silêncio. Para completar, chegava em casa e não queria nem brincar. Desconfiei que poderia ser algo além da nova rotina, e conversei com meu marido, que também estava estranhando muito as atitudes dela.

Mais uma noite na base de choro, e no sétimo dia ela já acordou berrando que não queria ir de jeito nenhum. Começou a tremer e chegou a vomitar de nervoso… Os olhos só tinham lágrimas, até mesmo quando não estava chorando. Pareciam poças cheias que não esvaziavam nunca. Principalmente quando ouvia a palavra “escolinha”.

Nesse dia eu entendi que não poderia ser questão de adaptação.
Embora adaptar-se exija tempo, eu também entendo que existe um limite de aceitação ao novo. Ninguém é obrigado a amar tudo em que é inserido. E não seria diferente com ela na escola.

Como havíamos chego ao extremo, passei a manhã com ela e comecei a especular novas escolas. Aproveitei que ela estava comigo, e perguntei se poderia passar uma tarde de adaptação em uma escolinha a duas quadras do meu trabalho (já estava na minha lista, mas havíamos desconsiderado por questão financeira e por causa do meu horário de trabalho, que é maior que o do pai). Para minha surpresa, ela passou a tarde super tranquila.

Estranhei e liguei mais uma vez na escola (a “antiga”) para saber se algo tinha acontecido para tamanha recusa, e a única resposta foi “ela não chora aqui, vou até te mandar um vídeo”
Como eu já estava ligando constantemente falando que ela estava muito estranha, no dia anterior a professora a filmou. E então me mandaram a filmagem… Assim que apertei o play eu tive certeza que algo estava errado…

Ela realmente não estava chorando no vídeo, mas ela também não sorria, não se enturmava com ninguém, e estava constantemente sendo incomodada por alunas maiores (até onde sei, nessa fase as crianças não passam tanto tempo “misturadas” com amiguinhos de idades diferentes).

Dei um basta na hora. Aquela criança do vídeo não era minha filha… A Bellinha sempre foi alegre, extrovertida, tagarela, amiga de todo mundo… Tinha algo errado.

Para minha sorte, ela parecia ter amado o novo lugar que a deixei a tarde. Dormiu a noite inteira tranquila, o que me pareceu um ótimo sinal (ela finalmente estava se sentindo em paz de novo).

Como eu estava com receio de passar pelo mesmo, conversei com a nova diretora e ela me deu uma semana de adaptação (afinal, eu já havia gastado mais de R$ 1.500,00 na outra escola sem reembolso!), então resolvemos tentar.

Ela ficou um pouco chorosa para ir todos os dias, mas eu via que era um choro diferente, mais carente do que sofrido… E a escola fez todo um trabalho com ela que me surpreendeu, e trouxe minha baixinha feliz de volta.

Hoje ela fala que está numa “escolinha feliz”, e que nunca mais quer voltar para a “escolinha ruim”… Por um tempo, eu tentei questioná-la sobre o que havia acontecido, mas tudo o que eu obtinha era choro e sofrimento. Por isso, resolvi levar isso como lição.

Eu cheguei a pensar que precisaria levá-la num psicólogo para tentar entender o trauma e tratá-lo, mas graças a Deus e a uma equipe maravilhosa, hoje está tudo bem.
Mas vai saber o que poderia acontecer se eu tivesse insistido em tudo aquilo que me diziam (que era normal, que era manha dela e etc…)… Quantos anos de terapia eu poderia estar sujeita se tivesse deixado para acreditar só depois?

Mesmo pequenos, eles têm o direito de sentir, de negar e de não gostar de algo… E nós somos os responsáveis por compreender, e aceitar seus gostos, mesmo que sejam diferentes dos nossos.
Por isso: escutem suas crianças. Mães e pais sabem de seus filhos melhor do que ninguém. Confie no seu coração e tenha empatia por seus pequenos. A saúde mental dos nossos filhos deve ser zelada por nós. Por isso, coloque-se no lugar deles em todas as situações.
Não é fácil, mas os benefícios vêm a curto, e a longo prazo.

Um beijo,

10 thoughts on “Minha filha não se adaptou na escola nova!

  1. Stephanie, Jesus, tô aqui chorando!
    Meninas, que Deus conforte seu coração, e o da sua Belinha.
    E que todas nós possamos ouvir nossos filhos mais do que simplesmente escutar.
    Que lição!
    Bj enorme em vocês!

  2. Já falei pra vc que vc é uma mãe incrível né?!
    Deve ter sido muito ruim para ela não conseguir expressar o que estava acontecendo… que bom que vc se atentou aos sinais e mudou ela de escola. Fcico mt feliz que agora ela esteja bem e feliz na Escolhinha feliz ❤

  3. Hoje em dia vejo os pais colocando crianças super pequenas ou até bebês na creche/escolinha e me dá um aperto no coração.
    A Bellinha, que já é “grande” sofreu calada assim, imagina um bebê. Me dá uma coisa só de pensar!
    Que tensoooo! Graças a Deus agora está tudo bem, né!

  4. Nossa Ste, realmente nós sabemos e sentimos quando algo não está legal com nossos filhos ne!!! Que bom que agora tudo se resolveu e a Belinha está bem, fico muito feliz de saber que ela está alegre e radiante novamente!!! Suas lindas, super beijos!!!

  5. Nossaa Ste, acompanhei de perto suas angustias pelos choros e sofrimentos da baixinha. Que bom que não vai precisar de psicologo e que a escolinha nova foi excelente para a princesa bellinha voltar! 🙂 To bem feliz! hahaha um beijo

  6. Aiiii, só de ler isso me tremo inteira e tenho vontade de ir nessa escolinha e falar poucas e boas. Me cortava muito o coração ver você e a Bellinha nesse desespero.
    Tô muito feliz que agora ela tá numa escolinha que realmente vale a pena e cuida da criança <3

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