Puerpério, Textos Gravidicas

Minha maternidade real, e cheia de amor!

Eu não fiz bolinhos de mesversário.
Não paguei por um ensaio de smash the cake quando ela estava para completar seu primeiro aninho.
Com 9 meses ela já desmamou e foi direto para o leite artificial menos cheio de ‘fru-frus’.
Com um ano, já tomava leite de caixinha mesmo.
Esqueci o horário do remédio tantas vezes que nem sei.
Deixei tomar sorvete a meia noite.
Coloquei pimenta na chupeta pra ela desapegar (ok, foi meu marido, mas eu consenti).
Às vezes dou uns gritos.
Às vezes nem falo nada.
Eu a deixo sujar a roupa sem dó.
Amo vê-la descalça na grama.
Raramente, alimentos orgânicos entram na nossa casa.
Ensinei a comer beterraba só porque deixa os alimentos rosas.
Contei mentirinhas bobas para ela parar de chorar.
Afirmo a existência do homem do saco.
Já virei as costas e falei que estava indo embora no meio de uma birra.
Já me tranquei no banheiro pra chorar, enquanto ela chorava do outro lado da porta.
Já comi chocolate escondido.
Já comemorei por chegar em casa e ela já estar dormindo.
Não deixo pintar na parede.
Adoro a carinha de felicidade quando compro um chocolate pra ela.
Amo cama compartilhada, mas preciso confessar que durmo melhor quando ela não invade nosso espaço…

A maternidade com amor deve sempre estar em equilíbrio com a maternidade real.
Uma mãe não precisa ter o cardápio semanal todo feito com alimentos orgânicos, nem precisa ser uma pessoa que não sabe expressar outros sentimentos além do amor.

A gente também sente raiva, a gente também se desespera, e a gente também toma algumas medidas desesperadoras por um minuto de paz.

O que um filho precisa é de alguém tão humana, que entenda que ele é também um ser humano errante. Um pequeno humano cheio de sentimentos que transbordam, e que apenas precisam aprender a lidar com o que sentem.

A maternidade ideal não tem nada a ver com batata baroa e temperos naturais na papinha.
Tem a ver com abraço apertado na hora do choro.
Tem a ver com compreensão na hora do erro.
Tem a ver com empatia por um outro alguém tão cheio de você.

Por ser tão perfeitamente complexa, tá liberado errar, tá liberado chorar, tá liberado sair do politicamente correto que a sociedade impõe.
Desde que não falte humildade para reconhecer o erro, que não falte forças para sorrir de novo, e que não falte amor acima de tudo.

Porque sermos o melhor que podemos ser é a verdadeira essência da perfeição!

Um beijo,

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