Mini-mim

É muito engraçado esse negócio de maternidade mesmo…

Antes de engravidar, tinha MUITA gente que me dizia que eu tinha “cara de mãe de menina“. E eu arregalava os olhos e pensava: MEU DEUS, VOU PAGAR MEUS PECADOS!
Não que eu tenha sido (ainda seja) um filha ruim… Digamos apenas que eu sou uma filha teimosa e com um “gênio forte”, como minha mãe gosta de ressaltar. Mas enfim, passava pela minha cabeça todos os “arranca-rabo” que já tive com ela e etc e daí morria de medo.

Achava que menino era mais fácil de se criar. Tinha até uma listinha: POR QUE É MELHOR CRIAR UM MENINO.
Olha só…
– Roupinhas não são tão tentadoras e tão diferentes quanto as de meninas, ou seja, a gente gasta menos com isso.
– Você não precisa gastar com salão de beleza.
– Dê a um menino um brinquedo de R$ 1,99 e deixe-o se sujar. Vai ser a melhor coisa que ele já fez na vida (todos as vezes)
– Meninos fazendo coisas erradas (cuspir no chão, falar palavrão), é “menos feio” do que meninas fazendo isso.
– Sapatos? Só um tênis e um chinelo que tá bom!
– Meninos são mais apegados as mães.
– Não existe um milhão de bolas de futebol diferentes como existe um milhão de barbies diferentes!

Enfim, tudo isso eu pensava antes… Antes de engravidar!
A partir do momento que eu vi aquelas duas listrinhas no meu teste de gravidez, eu simplesmente cismei que teria uma menina! Ninguém tirava da minha cabeça isso. Se alguém falava que era um piazinho, eu chegava a ficar emburrada e a desconsiderar a minha amizade com aquela pessoa (puro hormônio)!
Tentava pensar nessa listinha dos prós para meninos, e mesmo assim, tinha algo (alguém né) dentro de mim que gritava: ME-NI-NAAAAA!

E não é que meu instinto tava certo?

Hoje eu me pego imaginando como vai ser quando aquela polaquinha quiser ir a manicure comigo, como vai ser ir ao shopping, ter uma parceira, uma confidente.
Não me importo que ela se apegue muito com o pai e que na maioria das vezes, recorra a ele como porto-seguro (como eu sempre fiz). Mas no final das contas, sei que o amor de filha pra mãe é às vezes um amor ingrato, mas inteiramente verdadeiro e puro. Sei disso porque tenho mãe. E minha mãe é a mãe da polaquinha dela… Entende né?
No fim, a gente se mata, mas se ama da forma mais sincera do mundo.

Éééé… Pensando em tudo isso, eu só sei que não vai ser fácil. Mas é incrível como mesmo assim, depois de muito temer, eu tenho desejado isso pra minha vida mais do que tudo no mundo: a MINHA polaquinha de gênio forte!

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