Gravidez

Muito mais amor

A vida muda depois daquele teste de gravidez positivo.
Mas me lembro que antes mesmo de saber que estava grávida, já tinha em mim um amor inexplicável pra dar. E não era um amor comum não, era realmente extraordinário. Acariciava minha barriga enquanto tomava banho, e conversava com Deus… Explicava o quanto eu queria poder fazer aquilo um dia, e conversar com meu neném. Só eu sei o quanto esperei pra viver tudo isso.

Hoje quero contar pra vocês sobre esse tal “super amor”.
Me surpreendi muito com as reações que tive desde o começo. Sempre imaginei que choraria rios quando descobrisse a gravidez, que choraria na primeira eco, que jamais reclamaria de nada.
Pois então: não foi nada assim!
Primeiro que, quando descobri a gravidez, foi um choque (bom, lógico). Já estava tão desiludida, que não conseguia fazer nada, absolutamente NADA além de sorrir e tremer! Portanto, sem choro.
Na primeira eco eu estava apenas de 5 semanas. Lembro que senti uma grande emoção, mas não chorei também.
Comecei a achar as minhas reações tão estranhas, que por alguns segundos eu me questionei: “Meu Deus, será que não sou uma boa mãe? Imaginei tantas coisas, e a sensação é tão diferente.”

Pois então. Tudo é mesmo, muito diferente.
Me lembro de ter chorado na ecografia em que descobrimos o sexo, porque ali meu instinto materno deu as caras (eu SABIA que era menina desde o começo! =p) Mas mesmo depois desse choro, ainda não me sentia da forma que imaginei um dia.

Decidi que precisava criar um laço, porque queria sentir, a qualquer custo, um amor maior do que o mundo. Afinal, EU SOU MÃE! MÃÃÃE! MINHA NENÉM TÁ AQUI DENTRO! (essa sou eu, pensando!)

Não precisei de muito… Acho que uns dias depois de quase entrar em pani, comecei a sentir os “cutucões” da Bellinha. Comecei a me sentir mais mãe, comecei a sentir o tal “amor de mãe”.
Desde então, eu e ela temos um momento só nosso: toda noite antes de domir, reservo uns 10 minutos pra ficar fazendo “carinho” nela. Afinal, na correria do trabalho e tudo mais, durante o dia eu só devolvo os cutucões que ela me dá, e peço pra ela maneirar um pouco, porque né… Não é fácil.
Só sei que desde que criei essa rotina, ela simplesmente entrou no meu ritmo! Ela mexe o dia inteiro, e depois do “carinho”, eu durmo e ela fica quietinha (dorme também né!?).
Aquele laço começou a surgir de uma forma muito mais intensa, mas ainda, não tão completo.

Isso, até hoje antes das 7h45 da manhã!
Porque hoje pra mim, foi O dia.
Fizemos a ultrassonografia morfológica. Aquela, que vê se tá tudo certinho, coração no lugar do coração, 5 dedos em cada mão, todos os órgãos e etc.
No começo do exame, tudo ok. A bonitona não parava um minuto, tava dando um baile na médica. Segurava os pés em cima da cabeça, sentava, trocava de lado, esticava a perna, encolhia a perna, e por aí vai. Lógico, eu tava me divertindo vendo que a Bellinha é bem sapecona igual a mim! 🙂
Aí, chegou a hora de ver o rostinho… Checar se tem dois olhos, um nariz, uma boca (tudo ok, graças a Deus)… E nesse procura-procura, a médica conseguiu uma cena que eu JAMAIS vou esquecer: a Bellinha tentando esconder o rosto com os bracinhos, mas mesmo assim deu pra ver aquela PERFEIÇÃO DIVINA. Bochechonas lindas, narizinho super charmoso, e uma boquinha meiguíssima! Ela tava “comendo”, então deu pra ver o movimento da boca mexendo direitinho, como se estivesse bocejando varias vezes.
Ali, naquela cena, senti minha perna tremer e meu olho encheu de lágrima. Era minha filha. MINHA filha. Minha pricesa, e minha maior razão pra eu ser uma pessoa melhor! Esqueci de tudo que já tinha passado antes daquilo, porque senti que comecei a realmente viver ali, naquele momento.
Logo em seguida foi feita a checagem do coração, e ao ouvir os batimentos cardíacos dela percebi que já não me importava mais se o meu coração parasse de bater, contanto que o dela continuasse com todo aquele vigor.

Hoje, o meu laço maternal foi definitivamente concluído com sucesso. Agora sim, além de sentir o tal do “super amor”, sinto muito, mas MUITO mais amor do que poderia imaginar na minha vida. Um amor ainda melhor do que esse que fantasiei. Muito mais puro e mais verdadeiro.

Passando por isso, lembrei de um vídeo que assisti no começo da gravidez, e que fez sentido hoje.
Tem coisas que a gente não sabe no início, mas que vão acontecer.

No meu caso, dessa vez foi a plaquinha do amor incondicional. Ele pode não aparecer de cara, mas quando vem, é inexplicável! 🙂

Veja o vídeo clicando aqui (Escola de Mães)

 

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