Saúde e Alimentação

Não tem arroz e feijão na viagem de férias

Não basta sofrer com amamentação, introdução alimentar e cardápio saudável no dia a dia. A gente tem mesmo é que se preparar psicologicamente para a alimentação da cria durante uma viagem de férias.

Um ano inteiro evitando sucos de caixinha, sanduíches, fazendo chantagem emocional para que comam os legumes do prato, o malabarismo para tirar o pacote de balas do carrinho do mercado… Tudo isso perde sentido em apenas uma semana.
Não sei o motivo mas… Feijão e arroz não combina com os lugares típicos de férias.
Os restaurantes servem pratos lindos: camarão, batata frita, peixe assado na telha…
O máximo que a gente consegue chegar da normalidade é o arroz. Mas quem é que vive só disso?

“Tem que tomar cuidado com a salada, porque lugares quentes podem não ter armazenado as verduras direito”.
“Suco natural? Deus me livre! Vai que usam água da torneira!”
Não dá pra cozinhar dentro de um quarto de hotel…
Fora o pequeno detalhe que a gente nem sempre está preparado: comer COMIDA nas férias custa caro. Tipo 4x mais que um lanche (coisa que eu comeria todos os dias nesse período… Se eu não fosse mãe, claro). Aí a gente se força a pagar o preço pra ver sua criança comer duas colheradas de arroz e cuspir a cenoura e o tomate (a gente tenta atingir as 5 cores do prato a qualquer custo).
Sai do restaurante frustrado, porque se ela não comeu, também não deu tempo nem paz pra ninguém mais comer (esse tipo de comida precisa ser apreciada com calma para valer cada centavo).

No dia seguinte, não restam dúvidas.
Olha aquele food truck em frente ao hotel… Olha pro céu… Agradece e pede perdão ao mesmo tempo.
Promete que nas outras 51 semanas do ano vai caprichar no cardápio, bem colorido e sempre temperado com sal do himalaia. Porque essa semaninha… Ah, essa rendeu boas manchas de ketchup na blusa.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *