Puerpério, Textos Gravidicas

Parem de difamar a maternidade

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Vamos polemizar? VAMOS POLEMIZAR!

Quem me conhece, sabe que eu prego a maternidade com amor. E também sobre a criação com apego. Ou qualquer outro título que você dê para a forma de expressar um sentimento bom sobre ser mãe.

Porque sim, eu amo muito maternar. E isso não quer dizer que essa tarefa (eterna) seja fácil. Nem que é linda e maravilhosa 100% do tempo. Mas o amor que existe dentro de mim é tão imenso, que eu não consigo espalhar para o mundo outra coisa que não seja FELICIDADE ao falar sobre a minha vida de mãe.

A minha teoria é simples: Depois dos filhos a gente abre mão de muitas coisas. Mas nunca ficamos com as mãos vazias. A gente troca de sonhos, de vontades e até de gostos… Alguns dias são um caos na terra. Outros, sentimos uma alegria que parece vir dos céus.

E uma coisa é certa: Só entende de fato tudo isso, quem VIVE isso. Não adianta eu sentar e tentar explicar para alguém que não tem filhos, como é esse amor que transborda o peito. É inútil.
Tentaram me avisar, mas somente a vivência dele é que me fez crer na sua veracidade.

Então eu te pergunto: Se a maternidade só é real quando vivida, que diabos é essa ideia de ‘alertar quem quer ter filhos’?

O que é essa coisa de “desromantizar” a vida de mãe?

Quem tiver um filho, vai viver a parte difícil da mesma forma. Você sair por aí gritando aos 4 ventos que ser mãe é difícil demais, não torna as coisas mais fáceis!

E é por esse motivo que eu gosto de tratar desse assunto com nada mais, nada menos que: AMOR.
Porque em um mundo tão cheio de rancor e sentimentos ruins, é necessário destacar que existe sim, a parte boa. Existe SIM, a parte maravilhosa e única sobre ser mãe.

A difícil a gente guarda pra viver dentro de casa. E precisamos ter consciência de que, querendo ou não, dias ruins existirão e ponto final. Mas eles passam. Na mesma velocidade que os momentos bons.

Toda vez que eu publico no blog um texto carinhoso sobre a minha vida de mãe, eu não estou mentindo sobre os meus sentimentos. Porque mesmo tendo minhas crises às vezes, ainda assim, é o sentimento que prevalece. E então, toda vez que alguém que está passando por um momento difícil lê este texto cheio de amor, uma luz se acende.

Gravidicas
Um filho só espera que você o ame

É nessas horas que lembramos o quanto tem de bom para se viver com um filho. É nesse momento que entendemos que a maternidade é, como tudo na vida, feita erros e acertos, alegrias e tristezas. E que não importa o quanto as pessoas queiram nos ensinar sobre tudo, a gente precisa viver.

Nesta última semana, começou a circular um vídeo de (mais) uma mulher querendo mostrar a ‘realidade materna’. Aquele papo batido, de que ser mãe não é fácil como a gente pensa…. Que é cansativo, intenso, que a gente acaba se anulando e etc etc etc.

Eu poderia rebater muitas críticas que ela fez, mas eu prefiro apenas falar sobre o porquê isso me parece tão errado.

Vocês já pararam para perceber no quanto essas mães (que adoram desmitificar a maternidade) estão cansadas?

Se você for parar para analisar as queixas, todo o cansaço e rancor raramente estão realmente ligados ao filho. Mas sim, a falta de apoio e auxílio que elas recebem.

A gente jamais poderá comparar uma mãe, que tem em casa um marido/pai ativo, que compartilha as dores e delícias da vida materna, com uma mãe solo, que precisa se isolar do mundo para criar um filho.

Então eu cheguei a uma conclusão: o problema não é maternar. Mas sim, maternar sozinha num mundo cheio de dedos apontados e menos braços dispostos a ajudar.

O problema é que às vezes nos pegamos tão cansadas que acabamos ligando isso somente ao fato de sermos mães. Mas imagine se você tivesse alguém para dividir de verdade (sem precisar ficar pedindo. Com a mesma proatividade que você tem), as suas outras tarefas diárias?

Quase nunca o problema vem do filho, mas toda vez que alguém fala sobre isso, é passado uma ideia completamente errada. Porque é uma ligação óbvia: Se você não gosta de ser mãe, a sua forma de lidar com o filho é afetada. Ninguém faz com amor algo que lhe fere. E é isso que acaba desgastando a beleza do maternar: a confusão de sentimentos.

Por isso, antes de você falar algo de ruim sobre a maternidade, faça duas perguntas a si mesma:
1. Eu tenho com quem dividir a carga, e mesmo assim a maternidade é que mais me cansa?

2. O cansaço proveniente da criação de um filho, é maior do que a alegria que ele me traz?

E claro. Antes de julgar uma mãe que tenta tirar o romance da maternidade, pergunte-se:

1. Será que ela tem com quem dividir a carga?

2. Será que existe algo em que eu possa ajudar?

Complicado neh? Às vezes culpamos quem menos tem culpa. E descontamos nossas frustrações em quem quer, e merece apenas o nosso amor.

As pessoas precisam entender que a vida segue e o filho chora, a gente escrevendo sobre isso ou não.

Então, sigo por aqui pregando amor!

Um beijo,

assinatura stephanie gravidicas

6 thoughts on “Parem de difamar a maternidade

  1. Stefhanie amo seu blog, me identifico demais com o que tu escreves. . Eu tenho 2 meninos, um com 2 anos e o outro com 4 4 meses.. e sabe o primeiro eu não amamentei, nao senti esse amor e esse vínculo com ele como eu sinto pelo menor que eu amamento ainda.. eu me sinto uma mãe ruim por isso, é como se eu amasse um mais do que o outro. Mas no fundo eu sei que n posso viver sem os dois e que eles são tudo na minha vida. Mas n consigo viver pensando que eu amo mais que o outro, n é normal, pensei em depressão pos parto, mas com o outro filho eu n tenho dificuldadr nenhuma em dar amor e atenção e ter paciência. . Isso ta me afetando, ja pensei em procurar um psicólogo e obviamente tenho medo de ser julgadamas é isso que eu sinto meu marido, o pai deles não sabe, mas ele percebe que eu não dou amor para meu outro filho e diz que eu sou uma mae ruim com ele.. eu precisava desabafar, espero que me ajude ao invés de apontar o dedo pra mim. Obg, se puder responda no seu blog abertamente, eu sempre estou por aqui

    1. Duana, eu sou mãe de uma só mas eu juro que te entendo. Tanto que, esse é o meu maior medo em ter mais um filho: Sinto como se não fosse possível amar outra criança com a mesma intensidade que já amo a Bellinha.
      O que pode estar acontecendo é que o primeiro filho é mais difícil mesmo. Afinal, é tudo novidade, não é mesmo? Para o segundo, você já estava mais preparada psicologicamente e já entende um pouco mais sobre o que ‘maternar’.
      Não se sinta culpada! Mas comece a tentar um pouco mais. Tenha um tarde sozinha com seu filho mais velho. Procure enxergá-lo mais. Aquela coisa de olho no olho mesmo.
      Veja o quanto ele é feliz por ter você. Talvez esse momento ‘a sós’ seja o que vocês precisam para voltarem a se ‘conectar’.
      Toda criança tem seu encanto, basta a gente estar disposta a enxergar.
      Não se julgue, nem se culpe. Mas tente um pouco mais que tudo vai melhorar.
      Sinta-se abraçada, e estou aqui sempre que precisar!
      Beijos

  2. Não existe n-a-d-a no mundo melhor do que ser mãe! Os primeiros meses que são só trabalho e nenhum reconhecimento do parte do bebê, que ainda não interage com a mãe, são bem difíceis. Falo que o primeiro mês a gente tem vontade de devolver a criança, entra num estado de dúvida constante se era a melhor hora mesmo para ter um bebê, se a escolha foi correta… Mas depois tudo muda. Um sorriso, um carinho, um “mamá”… faz tudo valer a pena! No meu caso, acredito que está sendo fácil ser mãe de verdade (e feliz) justamente porque tenho com quem dividir as tarefas. Pra mim tem sido natural me anular porque minhas prioridades mudaram radicalmente. Hoje desejo que toda mulher no mundo tenha a oportunidade de ser mãe e experimentar esse amor que faz a gente explodir de felicidade, que chega a doer de tão intenso. Hoje me emociono com amigas grávidas que nem de longe imaginam o que de melhor ainda está para acontecer na vida delas. Hoje aprendi a entender minha mãe, a não julgá-la e a admirá-la ainda mais. A melhor lembrança que vou carregar dela pra sempre é seu o amor incondicional!
    Adoro seus textos, Ste. Somos muito parecidas. Pra mim o amor sempre será a melhor solução pra tudo na nossa vida, principalmente quando se trata de filhos. Não consigo ver minha filha chorando e não dar um colo, mesmo que seja pura birra. Quero que ela sempre se sinta segura comigo e que saiba que sempre terá meu colo a sua disposição.
    Tenho muita dó das mães que não tem com quem dividir as tarefas, pois é muito duro se sentir sozinha com alguém do lado. E é exatamente isso que vc escreveu, o problema não está na maternidade “real”, o problema está no cansaço físico, no esgotamento emocional, na falta de parceria. bjo

  3. Pra variar seus textos são sempre muito inspiradores! Eu vi esse vídeo em questão e fiquei muito chocada. Não sou mãe, mas sou filha e sei do amor que minha mãe tem por mim. Achei inacreditável ela dizer que preferia que o filho fosse um sobrinho, com o qual ela brincasse e depois devolvesse. Ela definitivamente, como você falou, não deve ter apoio de ninguém nessa maternidade, pois pelo que ela diz isso traz muito mais tristezas do que alegrias pra ela.
    Continuo acreditando muito no amor da maternidade e sonho em um dia ser mãe!

  4. Amei seu texto Ste, é muito bom colocar o olhar de mãe sobre esse assunto e desmistificar vários fatos que vemos falarem por ai. COm certeza o dia que eu for mae, vou me lembrar do seu blog, e daqui vou tirar muitos aprendizados!

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