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A sanidade depois da maternidade

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Sabe aqueles dias em que tudo parece sair do controle?

E eu não estou falando só sobre a maternidade: é casa, trabalho, relacionamento, amizades, contas…

Nós, mulheres, temos uma capacidade absurda de atender a várias funções ao mesmo tempo, mas ao nos tornarmos MÃES tudo ganha uma nova dimensão.

Tudo isso é porque deixamos de ser nossa própria prioridade. Depois de mãe, a gente aceita desistir de muitas coisas que antes pareciam importantes: A gente desiste daquela roupa que tanto queria, a gente desiste de ir a uma festa… Nos tornamos seletivas ao extremo, mas nunca conseguimos renunciar a maternidade em si.

A sociedade não acolhe a mãe que pára (ou pira, entenda como quiser). É preciso sempre seguir em frente. Independente se a vontade é de simplesmente empacar e não continuar com o planejado.

Por aqui, depois de vários dias me sentindo obrigada a sorrir e acenar, descobri que a gente pode surtar às vezes… Só não pode desistir é de nós mesmas. Porque quando a gente se perde, não temos um caminho para apontar. E enquanto nós fingimos que nossa dor ou frustração não é importante, mais cargas emocionais são adicionadas à nós. E de repente, o corpo fala. E quando isso acontece, talvez seja tarde demais…

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Por isso eu trouxe aqui um apelo: Não vamos esperar nosso corpo ceder.

Vamos viver a maternidade, mas que não deixemos de viver e exercer o nosso amor próprio.

Um filho não te amará menos porque você o deixou com alguém para poder curtir um cinema com as amigas.

Você não deixará de ser uma mãe excelente se deixar a cria com alguém para simplesmente deitar no sofá e cochilar.

A gente não perde, aos olhos de quem realmente se importa, valor algum porque admitimos que precisamos de um tempo.

Mais vale uma noite fora de casa porque você precisou respirar, do que dias angustiada e frustrada (o que afeta SIM a qualidade da convivência com nossos filhos).

Uma outra questão que é super importante pra gente não pirar, é ter com quem conversar. E eu digo conversa longa e cheia de desabafos mesmo. E é claro, sem julgamentos. Gente que entenda que quando falamos sobre os nossos problemas, não é porque estamos infelizes a ponto de jogar tudo para o alto. Mas justamente porque precisamos ‘esvaziar’ para não sobrecarregar ainda mais.

Eu sei que maternar é instintivo. A gente não acorda de madrugada quando o bebê chora só porque ninguém mais levantaria. A gente sai da cama por causa de algo muito maior que nós: é amor de mãe.

Coisas cansativas nunca deixarão de existir na maternidade pois nunca conseguiremos (e nem devemos) nos desprender desse cuidado todo com a cria. Mas devemos aceitar os nossos limites, as nossas emoções e os nossos sentimentos verdadeiros.

Tirar a culpa das costas é uma boa forma de iniciar um processo de auto (re)conhecimento. Afinal, antes de sermos mães, éramos quem? Esse alguém aí de dentro ainda vive! E precisa voltar a se desenvolver.

Por isso, vamos cultivar o amor e o nosso instinto materno, mas que o nosso verdadeiro EU não saia de cena e fique esquecido. Para que a mente permaceça sã, e o corpo não adoeça…

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Lembre-se sempre dos 3 principais motivos pelos quais você pode pedir uma folguinha da vida de mãe de vez em quando:

  1. porque você merece
  2. porque você precisa
  3. porque você é mulher, antes de qualquer coisa

Vamos juntas nessa?

Um beijo

assinatura stephanie gravidicas

 

 

4 thoughts on “A sanidade depois da maternidade

  1. olha amei esse post, e preciso desabafar, depois de casada, me tornei isolada do mundo, familia, amigos. Depois de mãe vivo em cativeiro, não consigo sair, não tenho com quem conversar. Falo com meu marido, mas sabe como é, ele não da a importancia que isso merece, não saimos juntos ja faz 1 ano e 6 meses, mas o nosso amor continua firme e forte… Ele é um pai maravilhoso que me ajuda em tudo e um marido otimo que ajuda ate com a casa. Carinhoso atencioso. Mas esse não o assunto pelo qual vim desabafar. è que qundo nos tornamos mães temos muita responsabilidade, não confio em deixar meus filhos com qualquer um, não trabalho fora, trabalho dentro de casa. e isso sinceramente cansa, muuuito mais que trabalhar fora.Não entra no nosso orçamento pagar creche para os 2 então, se eu trabalhar meu salário vai todinho pra pagar 2 creches. Ai me lembro o sacrificio, deixar de viver a infancia deles, pra sair de casa, deixar com pessoas que eu não conheço e trabalhar o dobro? Por nada? Ai eu penso que é melhor esperar mais um pouco. Me sinto sufocada dentro de casa, de segunda a segunda praticamente, tenho um bebe de 2 anos e o outro de 6 meses, como sair de casa? boto um no carrinho, e o outro vai pela mão, sempre se torna cansativo e estressante, por que o mais velho corre de mim, não obedece, eu me estresso e volto pra asa, onde me sinto segura. Não tenho vida social, amigos, Não saio, o dinheiro é curto. Enquanto isso eu espero a creche deles ser construida, porque os 2 ja´estão matriculados, mas a creche do governo não está pronta ainda. E eu não vejo a hora de estar…

    1. fica firme que isso vai melhorar, mas sempre tente tirar um minutinho do dia pra vc, so pra vc!! tente..nem que seja so pra sentar e ficar la parada! desligar a mente! passei por isso..respira fundo e vai!

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