Maternidade, Textos Gravidicas

Sobre a criação com apego

Eu considero a sociedade hoje muito alienada.
As pessoas evitam contato, o foco é a tecnologia.
Receber um abraço sincero é artigo de luxo.
Conversa “olho no olho” é só nos casos de briga (e olhe lá).
As pessoas priorizam mexer no celular a caminhar de mãos dadas.Mesmo com tanta correria, notei que a “Criação com Apego” tem se tornado um estilo de vida pra muitas mães hoje em dia.
Talvez pra repor alguns erros cometidos pelos nossos pais, ou pra preencher um vazio que existe por algum colo negado em algum momento na vida.

Somos uma sociedade carente de atenção.
Afinal, você já não ouviu aquelas “malditas” frases do tipo: “Não pegue seu bebê demais senão vai acostumar mal.” ; “Não dê de mamar toda hora, senão ele vai acostumar mal”…
Para os mais antigos (e até pra muita gente da minha faixa etária ~24~), é um erro tremendo se “apegar” ao bebê.

Bom, contrariando as muitas dicas que recebi durante a gravidez, eu e meu marido optamos por criar nossa filha com muito apego, chamego e etc.
Confesso que não posso garantir a vocês que ela será perfeita em todos os aspectos, que não irá chorar quando eu não puder dar colo ou coisas assim. Mas posso dizer, com muita segurança, que estamos criando uma criança com demonstrações verdadeiras do que é o amor. E pasmem, ela tem 5 meses e já retribui o carinho.

Aí você me pergunta: Por quê não seguir os exemplos que tivemos?

Você, mamãe, já parou pra ler a carteira de vacinação do seu filho?
Se não, leia, urgentemente.
Se sim, percebeu que até mesmo na carteirinha recebemos indicações para: amamentar por mais tempo, não nos preocupar com colo demais e etc?
Pois então, é a “Criação com Apego” divulgada para milhares e milhares de mães no Brasil, e mesmo assim, dar amor e carinho ao filho pode parecer um erro.

Não te convenci ainda?

criação com apego - gravidicas
Então pensa comigo:
O bebê passa nove meses na nossa barriga. Sente o que sentimos. Ouve nosso coração. Fica quentinho, acolhido, protegido…
Assim que ele nasce, já somos bombardeadas com as “dicas” #fail, dizendo que não devemos dar muito colo, nem muito peito, nem muito carinho.
Você, adulta (o) que é, quando vai em uma festa cheia de gente e não conhece ninguém, de repente encontra sua melhor amiga, você não tem vontade de grudar no braço dela e não soltar mais? Afinal, ficar sozinha em lugares desconhecidos é tão desagradável.
Agora imagine para o bebê.
Se ter um filho pra você é novidade, para ele até respirar é um ato novo.
Eles sentem medo, frio. O colo da mãe é proteção. O abraço da mãe é aconchego. O peito, não é só alimento, é amor.A criação com apego me tornou muito mais humana.
Eu não deixo minha filha chorar até cansar, até porquê, eu odiaria que fizessem isso comigo.
Eu não dou de mamar somente de 3 em 3h, afinal, meu leite não é só comida, é a bebida, é um carinho… Eu, quando tenho sede, vou lá e bebo água. Seu bebê não pode fazer o mesmo? Chorar é a maneira que ele tem de pedir…
Eu dou colo pra minha filha, sempre que ela precisa. No começo, é complicado, é adaptação, eles não querem ficar longe. Hoje, com quase 6 meses, ela já fica mais tempo longe, fica sentadinha, brincando. E quando quer colo, eu pego sim. É dito e feito que: ou é sono, ou é fome. A gente com sono, não fica um porre também?

Resumindo, a criação com apego é isso: É colocar-se no lugar do bebê, antes de qualquer coisa.
Pra encerrar com chave de ouro, compartilho aqui com vocês, um texto lindo que tenho salvo no meu celular, pra me lembrar, todos os dias, que amor demais é função de mãe!

“Não existe nenhuma doença mental causada pelo excesso de braços, de carinho, de carícias. Não há ninguém na prisão, ou no manicômio, porque seus pais lhe pegaram demais no colo, ou cantaram canções demais, ou lhe deixaram dormir com eles. No entanto, existe sim, gente na prisão, ou no manicômio porque não teve pais, ou porque seus pais lhe maltrataram, lhe abandonaram ou lhe desprezaram. Mesmo assim, a prevenção dessa suposta doença mental totalmente imaginária, a mimação infantil crônica, parece ser a maior preocupação da nossa sociedade. […] E se não, puxe pela memória e compare: quantas pessoas, desde que ficou grávida, lhe advertiram sobre a importância de por protetores de tomada, de guardar em lugares seguros os produtos tóxicos, de usar uma cadeirinha segura e apropriada para o carro ou de vacinar o seu filho contra o tétano? Agora, quantas pessoas lhe avisaram para que você não fique muito com seu filho nos braços, que não o deixe dormir na sua cama, que não o acostume mal?”
 
Dr. Carlos González




5 thoughts on “Sobre a criação com apego

  1. Eu amei seu blog… Esse post está perfeito, você escreve muito bem. Parabéns!!!! Também sou adepta da criação do apego, do eu te amo a qualquer hora, do abraço apertado só p/ sentir o cheirinho bom de criança, resumindo, sou a favor do AMOR a toda hora. Continue com suas lindas postagens… Já adicionei sue blog nos meus favoritos :o)

  2. Concordo 1000% com vc e encontrei seu post pesquisando se era possível meu bebê de 4 meses estar retribuindo meu carinho pois por diversas vezes me sinto acariada por ele… segura minha mão e fica passando a dele pea frente e pra trás… *-*
    Então ao ler seu post me vi e tive certeza da minha sensação!
    Parabéns pelo post! :*

  3. ninguem quis causar preconceito. mas vcs q leem tem q aprender a interpretar e entender oq as pessoas querem dizer. pessoas q só pensam q tud oé preconceito sao retardadas. tive gemeas e uma delas tem hidrocefalia ja pensou eu pensar q tudo q as pessoas falam é preconceito. se eu pensar assim n poderei viver em sociedade.

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