Rotina, Textos Gravidicas

Crie na base do amor, e não da raiva

Eu costumo ser sempre alto astral e positiva.
Mas alguns dias são um pouco mais tensos e fica difícil manter o ânimo na linha.

Infelizmente, quando os problemas e as preocupações rotineiras acabam falando mais alto, é no elo mais frágil que costumo descarregar as energias ruins.

As crianças são as primeiras a sofrerem, e eu tenho plena noção do quão errado isso é. Mas acontece.

Eu me fecho mais, tenho menos paciência, menos empatia e menos saco pra tudo.
Não quero conversa, nem brincadeiras, e demonstro insatisfação nos mínimos detalhes.

Mas tenho tentado mudar isso.

Fiquei pensando em quantas vezes descontei no meu chefe a minha frustração com meu antigo trabalho… Sabe quando isso aconteceu? Nunca.

Tentei lembrar de quantas vezes descontei nas minhas amigas com a real intensidade sobre quantas vezes me senti magoada com algo que fizeram… Foram raríssimas vezes.

Procurei, até mesmo, enumerar quantas vezes surtei com meu marido no nível de vontade que sinto as vezes, mas que certamente engulo a seco para evitar o desgaste e um clima ruim dentro de casa.
É triste, eu sei. Mas nunca tinha me esforçado com a mesma vontade e visando o mesmo objetivo que tenho com outras pessoas: manter relacionamentos saudáveis.

Minhas filhas também merecem meu esforço e dedicação. Também merecem que eu respire fundo com mais frequência por elas. Também precisam que eu releve, amenize e cuide da nossa relação agora, para que no futuro não achem que foram os motivos dos meus dias difíceis.

Elas merecem uma mãe que entenda que ser mãe não significa precisar ser perdoada sempre… Mas também não significa nunca poder errar.
Que elas me conheçam verdadeiramente humana, mas ciente das batalhas que quero levantar no dia, levando-as comigo como aliadas, e nunca novamente como inimigas.

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