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Deixa eu te contar…

Geeeente,
Podem brigar comigo.
Irresponsabilidade total com esse blog… Prometi e não cumpri. Não deu tempo de vir aqui sempre compartilhar tudo com vocês. Voltei a trabalhar, então, tá tudo muuuuuuito mais corrido.
Pra compensar, hoje eu tô aqui. Louca e disposta a fazer um post bem legal (tomara que dê certo :p)

Bom…
Vamos lá:
Eu já havia compartilhado com vocês esse vídeo AQUI (clica lá)

Na época que compartilhei, ainda estava grávida… E mesmo assim, já chorava horrores toda vez que via… Achava lindo, emocionante, mal conseguia esperar pra viver tudo isso.
Pois então, eis que, ontem decidi assistir o vídeo pela milésima vez… Maaaas, pela PRIMEIRA vez depois que a Bellinha nasceu.
Chorei da mesma forma, mas as frases escritas naqueles cartazes todos, fizeram muuito mais sentido.
Por isso, decidi compartilhar com vocês o porquê de todas aquelas dicas, e como estão essas situações acontecem lá em casa.

“Aquele amor incondicional pode não surgir a primeira vista”
Já comentei sobre isso, AQUI.
Na hora é tudo tão rápido, tão doido, que a gente mal tem tempo de parar, respirar e deixar o sentimento rolar.
Não é pra se sentir culpada. É normal, acontece com muitas mães (mas ninguém quer admitir). O Amor incondicional vem, uma hora ou outra, e é avassalador. Você mal vai lembrar de como foram aqueles minutos em que se sentiu “perdida”.

“Bebês sempre adoecem no fim de semana”
Graças a Deus ainda não cheguei nessa fase. A Bellinha nunca deu trabalho com doenças e etc. Mas confesso que uma coisa eu já notei: Ela dorme quando tem que ficar acordada, e fica ligadona quando tem que dormir.
Segue a regra de: Coisas que não queremos acontecem quando não pode. rsrsrsrs
(Ps: Adoro a cara de indignada dessa mãe que segura esse cartaz hahaha)

“Esteja preparada para TUDO”
Frase que generaliza taantas coisas…
Sim, é lógico. A gente tem que se preparar pra tudo. Mas aí vão umas dicas que estão inclusas nesse “tudo”, mas que nem sempre nos damos conta:
Levar uma blusa extra quando saímos (às vezes eles vomitam, babam demais, nos sujam…);
Se você estiver amamentando, não arrisque de vestir blusas sem fácil acesso aos seios (camisetinhas fechadas são UÓ… Ter que ficar levando tudo não é fácil não);
Prepare-se para ouvir MUITO palpite de muita gente, que já teve tantos filhos, que já fizeram tais coisas, e estão vivinhos e cheio de saúde (mal lembram as mil gripes, viroses, e etc etc etc);
Prepare-se para ser julgada por amamentar (SIM, tem gente que não se informou sobre o assunto ainda);
Prepare-se para ver o cabelo cair, a fome aumentar e o sono tomar conta.
Prepare-se pra sentir o peito apertar de tanto amor… (Sim, às vezes dói de verdade amar TANTO…)

“Você pode falhar”
Afinal, somos humanas.
E erramos mesmo. Eu por exemplo, já “afoguei” a Bellinha, deixei ela escorregar e tive que carregá-la de ponta cabeça e outras coisinhas mais…
Sim, a gente erra. Não sendo um erro que cause maiores danos, é assim que aprendemos.
(Não, não sou desnaturada. Ela que pulou no ofurô e não deu tempo de segurar a cabecinha dela, aí ela mergulhou… E tentei carregar ela, e mais 7 sacolas ao mesmo tempo. Tava tudo bem, até ela ficar felizona e jogar o corpo todo pra trás).
ACONTECE

“Um dia as noites de sono ininterrupto voltarão”
Estou na lista de espera desse item. HAHAHAHAH

“O primeiro filho é um sobrevivente”
Ô se é. Afinal, não sabemos de nada… Mesmo lendo, vendo exemplos e etc, na prática tudo é diferente.
E em todo caso, é só voltar um pouco e ler o “Você pode falhar” HAHAHA
A gente faz cada uma…

“Não se culpe por trabalhar o dia inteiro”
Voltei a trabalhar quando a Bellinha estava com 4 meses e 17 dias. Não foi fácil. Mas foi necessário.
Me culpei antes de voltar… Pensava em mil coisas, chorava, me torturava. Eis que, já faz 3 semanas que ela fica com a vovó dela (minha sogra), e até hoje não deu vexame. rsrsrrs
Lógico que uma semana antes de voltar, já fui tentando “acostumar” a baixinha. Deixava ela uma hora por dia, mais ou menos.
Bom, hoje posso dizer que não me arrependo de trabalhar, embora seja muito difícil desgrudar daquelas bochechas rosas que ficavam coladinhas nas minhas o dia inteiro.
O bom é que me sinto tranquila, porque sei que ela está em boas mãos, e no começo do mês vem o salário pra ajudar nas despesas de casa e gastar com tudo que sempre sonhei em dar pra minha filha! 🙂

“Você também vai precisar de colo”
Não me canso de repetir que ser mãe é muito bom. Mas tem dias que a gente cai. Acordamos com o bebê chorando, a casa tá uma bagunça, o cabelo não quer colaborar, não tem corretivo que dê um jeito nas olheiras… Enfim, tá tudo errado. Nesses momentos, todo apoio (e paciência) é necessário.
Dias ruins, mas que passam.
Faz parte.
Mães também tem TPM.

“É como vídeo game: A próxima fase é sempre mais difícil”
Realmente, cada fase tem suas particularidades. Fica mais difícil porque mais coisas são acrescentadas na função. Por exemplo: No começo é difícil porque você e o bebê estão em adaptação, depois complica porque o bebê já não fica mais tanto tempo dormindo como antes (e às vezes não sabemos mais como entreter), depois vem a fase dos dentes…
Parei nessa fase dos dentes, mas já estou me preocupando com as próximas, do tipo: A Bellinha só mama no peito, e mês que vem já tá na hora de introduzir as papinhas.
Hoje é fácil: é só abaixar a blusa e dar de mamar. Depois tem toooodo o processo de preparação da papinha, tem que esquentar, brincar de aviãozinho e etc etc etc.
Lá vamos nós né…

“Não, a gente não se sente plena no puerpério”
Primeiro:
Puerpério é o nome dado à fase pós-parto, em que a mulher experimenta modificações físicas e psíquicas, tendendo a voltar ao estado que a caracterizava antes da gravidez. (Fonte: Wikipédia)
E não, não nos sentimos MESMO. Ficamos de mal com o corpo, com o cabelo, com as unhas, o rosto… TUDO. Não dá tempo pra fazer todos os procedimentos de beleza, e isso acaba deixando a gente bem maluca.
O legal é que a “plenitude” ausente em nós, a gente encontra na perfeição dos filhos! Louco né?

“Faça o que quiser, ele sempre será apaixonado por você”
Espero que sim! HAHAHAHAHA
Mas isso é verdade, agora falando como filha. Minha mãe me tira do sério pelo menos uma vez por dia, e eu daria o mundo por ela.
Vai dizer que com vocês também não é assim?

“Ele será feliz”
Será sim. Se Deus quiser. Esse se torna nosso objetivo de vida assim que os pegamos no colo pela primeira vez.
E acredite: A gente tira forças do além, só pra poder vê-los felizes!

“Você vai descobrir o poder de contar até 10”
Ô se aprendemos hein. Filhos são lindos, fofos e maravilhosos, mas nem sempre eles colaboram. Tem aqueles dias de puro dengo, que nada tá bom pra eles… Você põe pra dormir, acordam. Quando acordam, esfregam o olho de sono. Choram, você coloca pra mamar. Abaixa a blusa, eles viram a cara. Troca a fralda (vai que era isso), quase leva um chute na cara. Pega no colo, se esperneiam. Coloca na cadeirinha, jogam o corpo todo pra frente… E por aí vai.
Aí, contar até 10 em (no mínimo) 7 idiomas te salvam de entrar em colapso.

“Você vai seguir chorando por qualquer coisa”
Ficamos mais frágeis pois aprendemos a nos colocar no lugar.
Uma criança pedindo dinheiro no sinaleiro, antes, era só “mais um filho daquele infeliz que não quer trabalhar”. Hoje, é “mais uma criança sofrendo no mundo” que você tem vontade de colocar no colo e ninar.
A gente chora quando eles choram. Chora de alegria quando eles sorriem. Choramos ao ver o primeiro dente. Choramos e choramos e choramos… Tão normal.

“Ele vai saber que a babá é só a babá, e que a mãe é tu”
No meu caso é “que a vovó é a vovó, e que a mãe sou eu”, mas enfim… Esse era meu maior medo: Ela se desapegar demais de mim, e se apegar demais na vó.
Mas não adianta… Os olhinhos brilhando quando me vê entregam que mãe é mãe, acima de tudo, de qualquer coisa, de qualquer espaço de tempo distante…
Impagável esse reconhecimento. Coisas que a gente só entende quando vive.

“Você vai precisar de ajuda”
Opa. E como. Não sei o que seria de mim sem meu marido. Mesmo tendo o maior título do mundo (o de MÃE), nós precisamos de um tempo pra nós… Poder tomar um banho demorado, comer a comida quentinha… E pra isso, ou alguém colabora, ou não rola.

“Você sabe que o bebê está respirando… Mas mesmo assim vai levantar”
Não só vai levantar, como vai colocar a mão nele pra sentir o movimento do peito enchendo de ar, e soltando. Isso quando não colocar o dedo embaixo do nariz pra sentir o ar…  rsrsrsrrss
Principalmente quando eles estão quietos demais e dormindo demais (coisa que a gente pede pra acontecer, e quando acontece, acha estranho).
Ah, e tem também a “verificação de temperatura”… Será que tá com febre? Tô achando que tá muito quente…. (rsrsrsr, só aqui é assim?)

“Não se mede o caráter de uma mulher pelo número de filhos que ela tem”
Tenho uma, pretendo ter só uma e não sou egoísta e nem louca por isso. Ponto.

“Mãe é mãe, pai é pai”
Aqui em casa seria: “teta é teta, colo é colo”
HAHAHAHAHAHHA
Eles sempre sabem a quem recorrer… São bebês, mas são mais espertos que muito marmanjo!

“Depois do parto, a vida acontece de 2 em 2 horas”
Ou menos… Na sorte, um pouquinho mais… Mas de 2 em 2 horas é uma média boa. Afinal, é amamentar, trocar fralda, fazer dormir… Nosso dia fica picadinho, e mesmo assim, parece super curto.

“Você nunca acha que ele mamou o suficiente”
Muito minha cara. Sempre insisto pra ela mamar mais. Às vezes parece que só falta ela levantar e falar: SE LIGA MÃE, TÔ CHEIA!
Mesmo sabendo que “se ela tivesse com fome, ela estaria chorando” (frase que meu marido adora falar), eu sempre tento mais um pouquinho. Coisa de mãe. rsrsrsrsr

“Você é mais forte do que imagina”
Sempre me questionei se eu daria conta de tudo. Tive momentos na gravidez em que entrei em pani e chorava por horas, achando que seria uma péssima mãe, porque eu nunca consegui raciocinar com sono, e tinha medo de não dar conta, já que a gente mal dorme.
Enfim, descobri que eu sou demaaaais!
Posso passar a noite em claro, mas se for preciso eu me mantenho firme e forte pra poder ficar com minha baixinha.
Isso é fato. Nós nos transformamos. Descobrimos uma força que vai além da explicação.
Ainda bem. Porque é realmente necessário… Afinal, já não somos mais “sozinhas”… tem mais alguém no mundo que precisa de nós!

“Essa é sua família, de mais ninguém”
É incrível como aprendemos a valorizar ainda mais a família. Fazemos de tudo e mais um pouco.
Aprendemos a priorizar, a dividir, a ajudar… Aprendemos a colocar a família acima de tudo, e ficamos loooucas quando alguém se mete ou vem pra fazer o mal.
Somos as leoas da casa. Mexeu com eles, mexeu comigo! 🙂

“Sono não tem banco de horas”
Não tem banco de horas, nem entende sobre feriados, fim de semana… Não importa se você dormiu mal essa noite, na próxima, você vai ter que acordar da mesma forma. Não se repõe uma noite mal dormida. Não interessa se amanhã é sábado. Você não vai poder dormir até mais tarde. Seu bebê é quem manda, e ponto final.
Ah, e não importa se eles nos acordam várias vezes de madrugada… Não dá pra ficar braba.
Essa noite mesmo a Bellinha acordou as 3h30 e queria “conversar”… Foi dormir cedo demais, e chegou 3h30 e não tinha mais sono. Acha que eu briguei com ela? Lógico que não! Batemos o maior papo.
Mas agora eu já sei: Não vou ninar demais antes das 19h30! rsrsrsrsrrs

“Eles não são tão frágeis quanto a gente imagina”
E também não sentem tanto frio quanto a gente imagina. rsrsrs
Por favor, mamães, aí vai uma dica: Vista seu bebê de acordo com o que você vestiria…
Se você está de regata e shorts, e está confortável, e coloca no seu bebê uma calça e uma blusa de manga longa, TÁ ERRADO! Pode contar com irritação, brotoeja e etc…
A gente tem mania de achar que, por eles serem bebezinhos, são feitos de vidro e podem quebrar a qualquer momento… Mas (graças a Deus) não é assim não.
Ps: Isso não te dá o direito de dar uma de doida e fazer coisas absurdas com eles tá?

“Sim, dói”
Acredito que esse cartaz tenha sido com relação ao parto normal, porque é muuuito normal a gente perguntar se dói (pelo menos eu sempre dou uma de nonsense e pergunto). Bom, infelizmente, sobre isso eu não posso lhes responder, mas pelo que me contaram: DÓI mesmo, mas passa. 🙂

E vocês, o que tem pra me contar sobre tudo isso?

2 thoughts on “Deixa eu te contar…

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